28/08/2010

Título deixa “5x Favela, Agora por Nós Mesmos” com peso que ele não tem

Produzido por Cacá Diegues, co-produzido pela Globo Filmes e distribuído pela Sony Pictures, “5x Favela, Agora por Nós Mesmos” chama a atenção já por seu título, com cara de manifesto. Propõe-se a dialogar com “Cinco Vezes Favela”, realizado em 1962, por jovens cineastas de esquerda, incluindo o próprio Diegues, então com o apoio do CPC da UNE.

Foram necessários quase 50 anos, sugere o título, para que os próprios moradores das favelas conseguissem expor visões “de dentro” do seu cotidiano. “Agora por Nós Mesmos” se torna, assim, um aviso ao espectador: depois de cinco décadas, finalmente, chegou “a nossa” vez de mostrar como é “a nossa” realidade.

Do ponto de vista da geografia social carioca, o filme apresenta-se desde o início, portanto, como um convite ao espectador que vive “embaixo” conhecer a vida de quem mora “no alto” da cidade. Trata-se, enfim, de um título que não apenas ambiciona demais como cria um excesso de expectativas.

Em sua defesa, é preciso dizer que “5x Favela, Agora por Nós Mesmos”, cujos cinco roteiros nasceram em oficinas em diferentes comunidades cariocas, não se perde na imposição de “teses” nem, por outro lado, se limita a um passeio turístico ou panorâmico pelos morros da cidade. É um filme bem cuidado, bem realizado, apresenta muitos novos atores, roteiristas e cineastas.

Resumidamente, os cinco curtas contam as seguintes histórias: 1. um brilhante aluno financia a faculdade de Direito vendendo drogas para os colegas de turma; 2. um menino ingênuo rouba um frango para presentear o pai trabalhador; 3. um PM corrupto se vê obrigado a enfrentar o amigo de infância traficante; 4. um jovem de uma favela quase é morto ao ir na comunidade vizinha recuperar uma pipa; 5. um funcionário da companhia elétrica é coagido a reparar a luz na véspera do Natal. 

Uma mesma ideia é reiterada em todas as histórias: a dura realidade da vida na favela obscurece a fronteira entre o que é certo e o que é errado. Parece um apelo, um pedido de compreensão, feito por “nós mesmos” para “vocês”. Ou uma sugestão de que os dilemas éticos e os problemas reais enfrentados no alto do morro não são, em essência, muito diferentes dos vividos “aqui embaixo”.

Com seu título, “5x Favela, Agora por Nós Mesmos” levanta outra questão: do ponto de vista da arte, uma obra é melhor ou pior em função da vivência do seu criador? A ênfase do título sugere uma crença especial no valor da experiência para a realização artística, um tema polêmico e espinhoso.

Diante dos enormes obstáculos que os jovens envolvidos na produção deste filme enfrentaram em suas vidas, compreende-se o orgulho de apresentá-lo com a etiqueta “Agora por Nós Mesmos”. Mas é algo que acaba deixando o projeto pesado demais. Na ingenuidade com que aborda alguns temas e na leveza com que sugere outros, ele não tem estofo para discutir o que seu título propõe.


Em tempo: Ficha técnica, fotos, trailer e uma outra crítica do filme podem ser vistos aqui, no UOL Cinema. E uma galeria com fotos e informações sobre outros filmes brasileiros que retratam favelas está aqui.  

Por Mauricio Stycer às 12h50
27/08/2010

“A Vida Alheia” foi a única ousadia da Globo em 2010

Ainda faltam quatro meses para o fim do ano, mas arrisco dizer que o seriado “A Vida Alheia” marcará 2010 como a principal – talvez única – ousadia da programação global nesta temporada. Exibido na noite de quinta-feira, o último episódio da primeira temporada mostrou mais uma vez, sem muito disfarce, os rudes bastidores de uma revista semanal de celebridades.

O texto de Miguel Falabella, Flavio Marinho e Antonia Pellegrino teve a coragem de mostrar situações que os jornalistas conhecem bem, mas o público, de uma maneira geral, não faz ideia que ocorrem em publicações do tipo. Longe de ser um programa de humor, “A Vida Alheia” revelou-se, com freqüência, uma denúncia das artes e manhas  praticadas neste mundo apenas aparentemente festivo.

Catarina (Marília Pêra), a rica proprietária da revista, Alberta (Claudia Jimenez), a editora-chefe, Manuela (Danielle Winits), a melhor repórter, e Lírio (Paulo Vilhena), o paparazzo, deram aulas e aulas, ao longo da temporada, sobre como se faz este tipo de revista.

Numa cena cômica, mas realista, por exemplo, Catarina foi obrigada a publicar uma foto do ex-marido ao lado da nova namorada por causa de um contrato que mantinha com uma joalheria. A revista tinha a obrigação de publicar, uma vez por mês, uma foto indicada pelo cliente de alguma celebridade usando as suas jóias. 

Alberta, em diferentes episódios, demonstrou que, entre os talentos de uma editora consagrada, é necessário incluir cara de pau (para mentir), frieza (para chantagear) e arrogância (para promover vinganças pessoais), sempre sob o pretexto de fazer bom jornalismo para o seu público.

No último episódio da primeira temporada, uma ideia de Alberta, realizada por Manuela, acabou resultando num crime. Pressionada, Catarina não hesitou em demitir a repórter para dar uma satisfação à sociedade.

Quando escrevi sobre o primeiro episódio (“A Vida Alheia” faz retrato arrasador do jornalismo de celebridades), leitores lamentaram que não observei as semelhanças do programa com a série americana “Dirt”, sobre os bastidores do jornalismo de celebridades nos EUA. Criada em 2007, com Courtney Cox (ex-“Friends”) no papel principal da inescrupulosa editora de fofocas, a série teve apenas duas temporadas.

Não tenho informações se “Dirt” inspirou “A Vida Alheia”. É possível. Mas está longe de ter “copiado” a série americana. O programa da Globo tratou da realidade brasileira e fez isso com bastante propriedade.

Por Mauricio Stycer às 11h04
25/08/2010

Lembra de John Lurie? Está desaparecido

Nos anos 80 do século passado, John Lurie era um mito. Foi ator de dois dos filmes mais cultuados da década, “Stranger Than Paradise” e “Down by Law” (foto abaixo), ambos de Jim Jarmusch. Tocava saxofone muito bem e rodou o mundo, Brasil inclusive, com sua elogiada banda de jazz-punk, os Lounge Lizards. Também desenhava e pintava com talento.

Era rei no East Village, em Nova York, amigo só de gente “cool”, como Tom Waits e Jean-Michel Basquiat, e namorava as mulheres mais bacanas do pedaço. “Uma pessoa que todo mundo conhece... entre Ray Charles e Brigitte Bardot”, na definição do italiano Roberto Benigni.

Na década de 90, dirigiu e apresentou na televisão o estranhamente engraçado talk-show “Fishing with John”, no qual levava seus amigos (Dennis Hopper, Willem Dafoe, Matt Dillon, Jarmusch, Waits) para pescar e conversar sobre os mais variados assuntos a bordo do barco. Dillon reclamou com Lurie depois de assistir o seu episódio: “Você me fez parecer burro”. “Não, foi Deus que fez isso”, respondeu Lurie. Nunca mais se falaram. Waits também rompeu com Lurie por causa do programa.

Quem me lembrou de tudo isso foi o repórter Tad Friend, na revista “New Yorker” (edição de 16 & 23 de agosto). Em uma reportagem de dez páginas, intitulada “Dormindo com armas”, Friend tenta explicar por que Lurie desapareceu em 2008. Hoje, aos 56 anos, conta o repórter, apenas sete pessoas sabem o número do seu celular, incluindo Flea, do Red Hot Chili Peppers. Com medo de ser assassinado, Lurie trocou de endereço inúmeras vezes nos últimos tempos e dorme com um sabre e um spray de pimenta embaixo da cama.

É uma história assombrosa, infelizmente indisponível online para não assinantes da revista (um resumo pode ser lido aqui). Friend relata que, em 2008, Lurie brigou com seu melhor amigo, o artista plástico John Perry, e passou a acreditar que ele queria matá-lo. A reportagem descreve em detalhes a trajetória de Lurie, suas dificuldades em lidar com a fama, as amizades que perdeu ao longo dos anos, os problemas de saúde que enfrentou, até a ruptura com Perry e o início de sua viagem mais paranóica.

Friend relata, com minúcias, ouvindo Lurie e Perry, a amizade, a briga e o desenrolar dos acontecimentos que levaram os dois amigos a se odiarem. É assustador acompanhar a troca de e-mails com ameaças, as denúncias de ambos à polícia, as tentativas de amigos e familiares de ajudarem Lurie, enfim, o lento processo de isolamento do músico.

“Isto que está acontecendo agora não estaria acontecendo se eu fosse mais famoso, tipo Tom Cruise, porque eu viveria protegido. E não estaria acontecendo se eu fosse menos famoso. De alguma forma, eu sou famoso de forma errada”, diz Lurie ao repórter da “New Yorker”.

Ao final do texto, Friend levanta uma hipótese ousada – a de que os dois anos de conflito entre Lurie e Perry podem ser entendidos como uma espécie de performance artística em progresso. Mas ambos não enxergam assim. “Perry porque se vê apenas como um pintor e Lurie porque nunca antes associou arte com o medo de morrer”, escreve o autor do texto.

Em tempo: No site da “New Yorker” é possível ver um slideshow com três fotos de Lurie nos anos 80 e três fotos atuais.

Por Mauricio Stycer às 12h47
24/08/2010

Com “show” ao vivo de Bonner, “JN” apenas sobrevoa o Amapá

“Macapá foi show”, escreveu William Bonner em seu Twitter na manhã desta terça-feira, referindo-se ao “Jornal Nacional” da véspera, que marcou o lançamento do “JN no Ar”, projeto especial do principal noticiário da Globo de cobertura das eleições 2010.

Ao vivo, da Fortaleza de São José, na capital do Amapá, Bonner apresentou o “JN” cercado por uma multidão, que gritava como em show de rock. “Procuramos um belo cenário e a fortaleza iluminada à noite atendeu perfeitamente”, explicou Teresa Cavalleiro, editora-chefe do projeto, no site do programa

Como se estivesse num programa de auditório ou num reality-show, Bonner foi a uma urna, sorteou uma cidade para ser objeto de reportagem do repórter Ernesto Paglia e avisou, como Bitto Jr. faz na “Fazenda”: uma empresa de auditoria está fiscalizando os sorteios (o momento em que o apresentador apresentou o sorteio pode ser visto aqui).

“A democracia voa com as asas da informação”, explicou a emissora ao anunciar o projeto, três semanas atrás. Em outras palavras, a equipe de Paglia vai percorrer o país a bordo de dois aviões, decorados com a marca do programa e do patrocinador – uma ação de merchandising inédita em programa jornalístico da Globo.

A ideia de que os noticiários na televisão precisam ser mais atraentes motiva esse vôo do “Jornal Nacional”. Experiências ousadas e bem-sucedidas em termos de audiência, como o “Globo Esporte” ancorado por Tiago Leifert, estimulam as emissoras a romper com o tradicional modelo de apresentação de noticias e testar novos formatos.

Nada contra a descontração. Por mim, Bonner poderia apresentar o “JN” de bermuda e camiseta. Não acho que mudaria nada. Com os recursos humanos e materiais de que dispõe, a forma é o que menos importa num programa com o alcance do noticiário global.

Na estreia, o projeto anunciado de “decolar Brasil adentro para ajudar a informar o seu voto”, resultou apenas, além do show, na exibição de uma reportagem superficial sobre o Amapá. O programa pareceu mais interessado em mostrar a sua pujança do que em conhecer, de fato, o Brasil.

Por Mauricio Stycer às 08h39
23/08/2010

Bar paulistano mudou a cultura de boteco carioca, diz Moacyr Luz

Moacyr Luz é dessas figuras que sintetizam o que de melhor o Rio é capaz de produzir. Sambista de primeira, também é um especialista em “baixa gastronomia”, forma pomposa de chamar a comida servida em botecos.

Sem preconceito e com coragem, como mostra nos dois livros que já escreveu a respeito – “Manual de Sobrevivência nos Butiquins mais Vagabundos” e “Botequim de Bêbado Tem Dono” – Moacyr freqüenta pés-sujos em qualquer região do Rio, sempre em busca do melhor torresmo ou do maxixe com jiló e quiabo ideal da cidade.

Em 1998, Moacyr conheceu o Pirajá, em São Paulo. Levou um susto. Obra de cinco amigos, o bar nasceu depois de uma extensa pesquisa in loco nos melhores – e piores – botecos cariocas.

De lá trouxeram as receitas de pratos e petiscos clássicos, como arroz à Penafiel, bolinho de carne seca com abóbora, bacalhau à Braz, bife à milanesa com queijo gratinado, carne seca desfiada com farofa e cebola, rãs grelhadas, empadinha à moda, entre outras preciosidades, inspirados ou copiados de templos cariocas como Nova Capela, Bar Brasil, Adonis e Bracarense, entre tantos outros.

Além do chope bem tirado, o Pirajá também inovou na qualidade do serviço, com garçons educados e bem treinados, na decoração “carioca” (com direito a pedras portuguesas na calçada, um painel de Nilton Bravo na parede e uma foto de Pelé com a camisa do Flamengo) e, não menos importante, nos banheiros limpos.

Como seria de se esperar, o Pirajá provocou em São Paulo uma onda de “bares temáticos” inspirados no Rio, quase todos sem personalidade (o São Cristovão é uma das exceções). Mais importante – e delicado – o Pirajá produziu um efeito bumerangue. Depois de importar do Rio a sua alma, influenciou o aprimoramento de muitos bares cariocas que lhe serviram de inspiração.

Esta é a tese principal que Moacyr Luz defende no livro “Pirajá – Uma Esquina Carioca” (DBA, 122 págs., R$ 50), lançado neste sábado, com uma roda de samba, no próprio bar. Depois do Pirajá, escreve Moacyr, “não havia mais sentido em entender um bar com sua preguiça vã. Por que sentar num botequim e comer a empada que matou o guarda? Qual a razão daquele cabo de vassoura ser o chaveiro do banheiro feminino? E a gordura do copo americano? A sardinha com ares de múmia, o queijo porejado e duro, o ovo colorido?”

Com muito jeito, para não ofender nem melindrar ninguém, o sambista conta a história do Pirajá e de como depois dele os bares cariocas nunca mais foram os mesmos. “Hoje é comum encontrar essas melhorias em qualquer botequim vagabundo”, escreve, por exemplo, sobre pisos mais bem cuidados, isolamento acústico, banheiros sem gelo nos mictórios e cozinhas limpas.

É uma tese polêmica, como reconhece o próprio Moacyr ao registrar o protesto de um freqüentador: “Fizeram a unha do pé-sujo”. Pode ser. Mas como conta o sambista no livro (que conta também com textos de Ruy Castro), o Pirajá inspira o que de melhor se pode esperar numa relação com um botequim: fidelidade.

Por Mauricio Stycer às 10h32
22/08/2010

Caetano Veloso foi o grande vencedor do festival de 1967

Só agora consegui assistir “Uma Noite em 67”, já há três semanas em cartaz. O ótimo documentário de Renato Terra e Ricardo Calil, para quem não sabe, revive a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, realizada no dia 21 de outubro de 1967. Foi uma noite histórica, pelos diferentes embates, culturais e políticos, que estavam em jogo.

Deu-se neste festival a afirmação do tropicalismo, representado pelas canções “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil, e “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso, classificadas em segundo e quarto lugares. O movimento nascente entrou em confronto com a MPB que se firmava como voz crítica à ditadura, defendida por “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinan, e “Roda Viva”, de Chico Buarque, que terminaram em primeiro e terceiro lugares.

A última noite do festival também foi memorável pela reação de Sergio Ricardo, que quebrou seu violão no palco em resposta à vaia sem fim que recebeu do jovem público presente na transmissão ao vivo. E pela participação de Roberto Carlos, que representava a “alienada” Jovem Guarda, mas terminou em quinto lugar e ganhou o público cantando o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”.

“Uma Noite em 67” trata de todas as questões em jogo pela voz exclusiva dos seus protagonistas, tanto à época quanto em depoimentos colhidos para o filme. O que mais me chamou a atenção nas entrevistas recentes dos seis principais protagonistas – Caetano, Gil, Edu Lobo, Chico, Sergio Ricardo e Roberto Carlos – é a visão negativa que quase todos retiveram daquela noite ou de suas consequências.

Gil, que havia participado de uma passeata contra a guitarra pouco antes do festival, e que foi acompanhado pelos elétricos Mutantes em “Domingo no Parque”, fala do “pavor” que sentiu naquela noite. Com espírito conciliador, sugere que o antagonismo estimulado por Caetano contra a “velha” MPB o incomodava e deixa claro que se deixou levar pelo amigo.

Chico ressente-se até hoje de ter ficado associado como o “velho” em oposição à “novidade” representada por Caetano e Gil. Apresentou-se de smoking e diz que desconhecia a possibilidade de usar outro tipo de roupa, como os baianos exibiram no festival. Também afirma que não tem o hábito de se lembrar daquela noite especial e que mal sabe tocar “Roda Viva”.

Edu Lobo reclama, em depoimento, que ficou marcado por “Ponteio”, como se a canção tivesse sido o único momento importante de sua obra. Relata que pouco depois do festival aproveitou um convite para “fugir” e ficar dois meses fora do país, em turnê. Roberto Carlos minimiza a sua participação, dizendo que só cantou no festival porque alguém, que não nomeia, lhe entregou a música e pediu que a cantasse.

Sergio Ricardo, cuja trajetória ficou de fato marcada pelo gesto violento naquela noite, diz que faria tudo de novo, mas talvez atirasse um cavaquinho na plateia, não um violão. Mais de 40 anos depois, ainda tenta explicar o seu gesto.

Só Caetano Veloso parece olhar para aquela noite com um sentimento positivo, até com alguma nostalgia. Canta e toca “Alegria, Alegria” até hoje, em seus shows, e não reclama de nada. Foi ele o grande vencedor do festival.

Em tempo: Ficha técnica, um trailer e fotos do filme podem ser vistos aqui, no UOL Cinema.

Por Mauricio Stycer às 13h47

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

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Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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