Quando a fã sabe quem conhece, ou não, Nick Jonas

São 23h de uma quarta-feira e três dezenas de meninas se aglomeram diante de uma porta, numa rua, em Londres. Trata-se da saída dos atores do musical “Les Miserables”, em cartaz há 25 anos no Queen´s Theatre, no West End. Elas têm entre 13 e 30 anos e carregam, cada uma, a sua câmera fotográfica. Algumas também portam cartazes ou cadernos e seguram canetas. Pergunto a uma delas o que se passa e ela, depois de me olhar de cima a baixo, educadamente explica:
- Você não vai saber quem é ele.
- Mas me diga.
- Estamos esperando Nick Jonas.
- Realmente não sei quem é.
- É um dos Jonas Brothers.
Nick é o mais jovem dos três irmãos que formam esta banda americana de muito sucesso entre meninas adolescentes. Na porta do teatro, descubro que o cantor do grupo-sensação está fazendo uma participação especial no musical, por um breve período, no papel de Marius, um dos personagens principais da história.
Indo ao Google, descubro que, antes de fazer sucesso com a banda, Nick interpretou este mesmo personagem na Broadway, em Nova York, em 2003, e disse a seus pais, no último dia: “Ainda vou voltar a interpretar Marius”. A um jornal londrino, que noticiou esta genial jogada de marketing, o garoto comentou: “É um sonho que se tornou realidade”. Também li que anos antes dele, o esperto produtor de “Les Miserables” escalou o cantor Ricky Martin para o mesmo papel.
As fãs à porta da saída dos camarins não querem saber nada disso. Querem apenas uma foto e um autógrafo do menino, hoje com 17 anos. Quando ele aparece, começa uma gritaria. Gentil, mas acompanhado de um segurança, Nick atende a todas as fãs, posa para fotos com várias delas e assina inúmeros autógrafos. O repórter do “New York Times” que assistiu cena semelhante uma semana antes de mim registrou os gritos de duas meninas: “Quero morrer nos seus braços”, implorou uma.”Quero cheirar você”, pediu outra. Eu não consegui ouvir nada muito claramente, apenas gritos histéricos e uma francesa, acompanhada das duas filhas, que pedia, em francês: "Nicholas! Nicholas!".
Segundo os sites de fofocas e jornais sensacionalistas londrinos, o garoto está saindo com duas atrizes do elenco do musical. Ao mesmo tempo. O rumor ganhou tamanho fôlego que Nick foi ao Twitter para desmentir esta parte mais picante da fofoca: “A história sobre eu estar saindo com minhas colegas Samantha Barks E Lucie Jones não é verdadeira”, escreveu, destacando o "E" em caixa alta. O garoto é esperto.

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Não por causa da desastrosa participação da seleção inglesa, mas por conta da polêmica atuação do árbitro Howard Webb na partida final, os ingleses ainda discutem a Copa do Mundo na África do Sul. Mais que o jogo propriamente entre Espanha e Holanda, rola um intenso debate a respeito das decisões de seu conterrâneo na final.
Pessoalmente, tive o prazer de estar presente em entrevistas com algumas figuras lendárias do futebol – Franz Beckenbauer, Diego Maradona e Roger Milla. O técnico da Argentina proporcionou momentos impagáveis nesta Copa, mostrando que é possível – e necessário – fugir do figurino careta e conservador imposto hoje ao circo do futebol mundial.
Em oito minutos, entre o 15º e o 23º, do primeiro tempo da final da Copa do Mundo de 2010, o árbitro Howard Webb da Inglaterra aplicou quatro cartões amarelos – dois para jogadores da Holanda (Van Persie e Van Bommel), dois para jogadores da Espanha (Puyol e Sergio Ramos), todos por entradas violentas. Já se anunciava ali a final mais violenta da história, mas o pior ainda estava por acontecer.
Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”
