15/05/2010

A maçante “Viver a Vida” termina sem inspiração

“Viver a Vida” não decepcionou em seu último capítulo: os problemas exibidos ao longo dos últimos meses se repetiram, com diferentes graus de intensidade, na despedida da novela.

É compreensível, e até elogiável, ver a preocupação de alguns autores da Globo com o chamado “merchandising social” – a inserção de campanhas educativas e mensagens positivas nas novelas com o objetivo de transmitir informação e ajudar uma população majoritariamente desinformada e desassistida.

Mas Manoel Carlos, comovido talvez com a própria proposta ou imbuído de um espírito missionário, perdeu a mão desta vez. “Viver a Vida” deixou de lado os elementos básicos do folhetim para se tornar uma cartilha maçante, destinada a educar a sociedade – governos, escolas e pais – a respeito das necessidades das pessoas portadoras de deficiências físicas. O que poderia ter sido um elemento dramático interessante se transformou numa imposição deslocada – como as aulas de Moral e Cívica que os estudantes nos anos 70 eram obrigados a engolir na escola.

Novelas costumam mudar de rumo ao longo do caminho. O vilão virar mocinho, a heroína se transformar em bruxa, o coadjuvante ganhar proeminência, o protagonista morrer porque fracassou... É natural que oscilações deste tipo ocorram num projeto dramatúrgico de longuíssima duração. Mas “Viver a Vida” passou quase totalmente ao largo de altos e baixos deste tipo.

É verdade que Helena (Tais Araujo) surgiu como protagonista e foi minguando, minguando, até se tornar absolutamente desimportante no enredo. E que Soraia (Nanda Costa) nasceu coadjuvante e, se a novela durasse mais dois meses, acabaria virando a personagem principal. Mas foram exceções. A novela foi construída num registro tão morno em todos os seus núcleos, ao longo de todo o tempo, que é difícil mencionar destaques ou fracassos, surpresas ou decepções.

Durante as quase duas horas do último capítulo não houve clímax. Luciana (Aline Moraes) notou que estava grávida na hora do almoço, Helena descobriu a mesma coisa na cama, no meio da noite, e Dora (Giovanna Antonelli) soube que Marcos (José Mayer) não era pai de seu filho. Um bloco depois, houve um casamento duplo, Luciana teve gêmeos, os irmãos Jorge e Miguel (Mateus Solano) acabaram reconciliados e a mãe deles (Natalia do Valle) voltou a sorrir depois de ver os netos na maternidade. 

Criticar é fácil, dirão alguns leitores; difícil é fazer. É verdade. Mas o espectador tem o direito de esperar mais diversão de um autor que escreve uma novela a cada três anos. “Viver a Vida” se arrastou economizando em matéria de drama, vilões, conflitos, ação e, até mesmo, desempenhos artísticos notáveis (exceção feita a Natalia do Valle, Lilia Cabral e Nanda Costa). Não se pode esquecer que a responsabilidade pela falta de imaginação se estende, naturalmente, à direção nada inspirada de Jayme Monjardim, para não falar da trilha sonora mais óbvia dos últimos tempos e da fotografia que abusou dos clichês em todos os capítulos.

Por Mauricio Stycer às 06h48
14/05/2010

Físicos e engenheiros tentam explicar gols de Roberto Carlos

É um lance muito conhecido, tão espetacular quanto intrigante. Brasil x França, 3 de junho de 1997, em Lyon. Roberto Carlos ajeita a bola no meio de campo, distante 35 metros do gol de Barthez. Quatro jogadores formam a barreira, protegendo o lado esquerdo do goleiro. A bola passa a mais de 100 quilômetros por hora pelo lado de fora da barreira, na direção da linha de fundo, faz uma curva grande e entra no gol. Barthez nem se mexe.

 Em 21 de fevereiro de 1998, em jogo do Real Madrid contra o Tenerife, Roberto Carlos repetiu a façanha, mas com um grau de dificuldade ainda maior, já que a bola estava em movimento. O lateral foi lançado e, a poucos centímetros da linha de fundo, chutou de pé esquerdo em direção ao gol, produzindo uma curva inacreditável.

Segundo físicos e engenheiros entrevistados a respeito, Roberto Carlos aproveitou, ainda que de forma intuitiva, das forças da aerodinâmica em ambos os chutes. “Foi espetacular, mas não impossível”, diz Ken Bray, engenheiro do esporte, que estudou os dois gols no laboratório de uma universidade inglesa. A análise científica dos lances do jogador brasileiro é uma das principais atrações do documentário “A Ciência do Gol”, que o Discovery Channel exibe neste domingo, 16 de maio, às 21h.

O programa também discute uma questão polêmica: o que leva um goleiro a agarrar um pênalti. Segundo diferentes estudos, apenas 20% dos pênaltis são desperdiçados – sendo que os goleiros defendem cerca de 10%. Uma pesquisa mostra que há duas maneiras de prever a direção do chute. Primeiro, observando o pé de apoio do cobrador – em 85% dos casos, a bola vai na direção que este pé aponta. E a bola sempre é chutada na direção em que o quadril do cobrador está virado.

Ainda assim, pela distância entre a bola e a linha do gol, mesmo prevendo, é muito difícil para o goleiro defender o pênalti. Estudos apontam que o erro do cobrador está associado ao estado emocional. O documentário mostra um teste com jogadores de um time juvenil no México. Primeiro, eles cobram pênaltis sem saber que estão sendo filmados. O índice de acerto é de 100%. Depois, são informados que serão filmados – quase todos erram.

 “Ciência do Gol” integra um pacote de quatro documentários que o Discovery vai exibir até às vésperas da Copa, sempre aos domingos. No dia 23 de maio passa “Os generais do futebol”, sobre quatro técnicos latino-americanos (o brasileiro Felipão, o argentino Bilardo, o colombiano Maturana e o mexicano Aguirre). No dia 30 será exibido um filme sobre a África do Sul e no dia 6 de junho um sobre a construção do estádio da Cidade do Cabo.

Por Mauricio Stycer às 12h47
13/05/2010

A “seleção-empresa” do gerente Dunga

Indagado na famosa entrevista de terça-feira se sofreu pressões de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, para convocar ou deixar de chamar algum jogador, o técnico Dunga assegurou que não e disse: “Trabalhamos como uma empresa e fazemos relatórios, passando ao presidente as decisões que tomamos”.

Sempre se referindo a Teixeira como “o presidente”, sem dizer seu nome, Dunga apresenta-se como o gerente de uma empresa cujo principal produto, a seleção brasileira, atrai patrocínios milionários em função de suas glórias passadas, do seu desempenho presente e da expectativa que promete no futuro.

Campeão da Copa América (2007), da Copa das Confederações (2009) e classificado para a Copa do Mundo com três rodadas de antecedência, o desempenho do gerente Dunga à frente da seleção desde o segundo semestre de 2006 não poderia ser melhor. E isso se reflete, naturalmente, nos resultados econômicos da empresa.

De R$ 10,7 milhões em 2007, o lucro da CBF saltou para R$ 32 milhões no ano seguinte e alcançou R$ 72,3 milhões em 2009, segundo dados do seu balanço, divulgados no jornal “Monitor Mercantil” e reproduzidos no blog do jornalista Lauro Jardim.

Por patrocínios, a CBF recebeu R$ 164,9 milhões em 2009, contra R$ 104,7 milhões em 2008, assim distribuídos: Nike (R$ 59 milhões), Itaú (R$ 33 milhões), Vivo (R$ 30,9 milhões), AmBev (R$ 19 milhões), TAM (R$ 7,2 milhões), Traffic (R$ 3,9 milhões), Procter&Gamble (3,7 milhões), Pão de Açúcar (R$ 3,2 milhões) e Volkswagen (R$ 2,7 milhões).

A lista de patrocinadores ganhou dois novos nomes neste início de 2010: a Seara, que também patrocina o Santos de Robinho, Ganso e Neymar, e a Nestlé, cujo acordo com a CBF será divulgado nesta sexta-feira.

Quando Dunga insiste na palavra “coerência” para justificar as suas escolhas, está falando, naturalmente, da necessidade de seguir em frente com uma política que tem apresentado resultados espetaculares nas duas frentes que interessam – o campo e o caixa da empresa.

A “coerência” de Dunga enfrenta três problemas. Primeiro, o fato de gerenciar a empresa no país que consagrou o futebol como um esporte indomável, refratário a manuais – o chamado futebol-arte. Depois, o fato de o país ser, como nenhum outro, produtor inesgotável de mão-de-obra hiperqualificada, que mostra alguma resistência para se enquadrar em linhas de produção muito rígidas.  Por fim, o Brasil se tornou um dos maiores exportadores mundiais de mão-de-obra para a Europa.

Ao dar as costas a jogadores que representam o futebol-arte, Dunga produz um choque cultural de enorme ressonância na mídia e em parte da torcida – resta ver como reagirão os patrocinadores no futuro. O gerente reconheceu a existência do problema ao fazer um apelo ao patriotismo do torcedor. Por trás das suas palavras, ele parece dizer: meus jogadores podem não ser gênios da bola, mas vão dar o sangue por vocês, brasileiros.

O problema deste apelo é que, sem nenhum grande ídolo no elenco e uma maioria de soldados vivendo no exterior, é difícil estabelecer uma cumplicidade do povo com esta seleção – como, de certa forma, ocorreu em 1994. O resultado da Copa, em julho, e o balanço da CBF em 2011 dirão se esta estratégia deu certo.


Crédito da foto: Felipe Dana/AP

Por Mauricio Stycer às 12h24
12/05/2010

Grande momento do “trash”: o ultrassom de Scheila Carvalho no “SuperPop”

Para quem aprecia programas de televisão involuntariamente engraçados, mal realizados ou bizarros, o “SuperPop” de Luciana Gimenez sempre foi uma atração garantida, mas seus fãs andavam reclamando que estava meio chocho, sem grandes ideias. Nesta terça-feira, no entanto, tivemos a oportunidade de ver que o programa continua nos cascos.

A atração recebida no estúdio foi Scheila Carvalho, dançarina do Tchan, campeã de aparições na capa da “Playboy” e, no momento, grávida de seis meses. Não consegui parar de assistir depois de ouvir Luciana prometer: “Daqui a pouquinho, Giulia faz a sua estreia na TV”. Seríamos testemunhas, ela avisou, de um exame de ultrassonografia da morena.

A apresentadora, primeiro, tirou as medidas da dançarina: 99 centímetros de cintura. “Como muito legume, muita verdura”, explicou Scheila.  “A barriga é muito durinha, redondinha. E o bumbum também”, constatou Luciana.
 
Também presente do programa, a irmã de Scheila ganhou um elogio de Luciana: “Olha o coxão da titia”. Já a mãe da dançarina, Eunice, foi presenteada com um tratamento estético, oferecido gratuitamente por um anunciante. “Vai ficar gatinha”, disse Scheila, também cliente da clínica.

O marido da dançarina, o cantor Tony Salles, deu um depoimento sucinto: “A mulher quando entra na vida do homem é isso: tem que colaborar, ajudar”.

Finalmente, começou a ultrassonografia, no consultório do médico Sang Choon Cha. “Ô barriga linda”, derreteu-se Luciana, passando a mão. “Realmente, é uma das barrigas mais lindas que eu já vi”, confirmou o médico.

“Prepara a emoção”, disse Luciana para a irmã de Scheila, que chegou. “Olha o que ela tem dentro da barriga”. Empolgada ao ver uma imagem do feto, Luciana mandou: “Ai, que gostosa”. Também perguntou: “Aquele é o narizinho arrebitadinho?” E ainda: “Mexe bastante, né doutor? É normal isso? Que gostosa...”

“É sempre uma honra fazer ultrassom para as minhas clientes”, disse Sang Cha, que acaba de adquirir a clinica do médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 crimes sexuais.

Mas Luciana não o deixou fazer muita propaganda. “Giulia está estreando antes de nascer no ‘SuperPop’. É a cara do pai”, observou. “É muita emoção”, prosseguiu, antes do fecho de ouro, quando, fazendo voz de neném, disse: “Bigadu”.

Por Mauricio Stycer às 09h54
11/05/2010

Festa só no nome

Nesta segunda-feira acompanhei a “festa de lançamento” de “Passione”, a nova novela da Globo, que estreia em 17 de maio. Como explico no texto publicado no UOL Televisão, o evento está longe de ser uma festa, apesar do nome. É um evento de promoção e divulgação da novela, durante o qual os atores dão entrevistas para centenas de jornalistas e posam para outra centena de fotógrafos.

É uma enorme confusão, com lances engraçados, como o fotógrafo que começou a fotografar a atriz sem mesmo saber seu nome. “Bianca alguma coisa”, diz ele, referindo-se à jovem Bianca Bin. Enquanto Reynaldo Gianecchini e Carolina Dieckmann são ultra assediados, grandes atores como Flavio Migliaccio e Elias Gleizer passam quase em branco, Tony Ramos dá aula e Fernanda Montenegro repete para os fotógrafos: “obrigado”, “obrigado”.

Por Mauricio Stycer às 05h48
10/05/2010

Por que Dunga não convocará Ganso e Ronaldinho Gaucho

Por que a convocação da seleção brasileira para a Copa está provocando tanta discussão e atraindo tanto interesse?

Seleção brasileira é um assunto de segurança nacional e, por isso, a convocação da tropa que seguirá para a batalha decisiva sempre atrai interesse. Mas há algo mais este ano.

Desde que assumiu o comando da seleção, depois da Copa de 2006, Dunga convocou cerca de 80 jogadores. Com o tempo, porém, foi firmando convicção sobre um time-base, reduziu o número de experiências e parou de causar surpresas.

Apesar dos bons números da seleção de Dunga, ela não convence nem entusiasma. Por quê? O técnico não pode ignorar que o lugar ocupado pelo futebol brasileiro no mundo autoriza o torcedor a ter mais expectativas que o torcedor de qualquer outro país.

O que isso quer dizer? Não é tão simples ou matemático quanto parece sugerir a oposição maniqueísta: “Prefiro ganhar jogando mal do que perder jogando bonito”. Qual brasileiro não quer ganhar a Copa do Mundo? Mas por que a conquista de 2002 causou muito mais alegria do que a de 94? Ou por que mistifica-se tanto a seleção de 82?

Kaká, o intocável camisa 10 da seleção, não tem jogado bem e sofre de um problema físico crônico, que só pode ser superado depois de uma cirurgia.

Robinho, a outra peça essencial no esquema da seleção, teve uma temporada apagada na Europa e, no Brasil, tornou-se coadjuvante dos Meninos da Vila.

Em meio a três meses de campeonatos estaduais modorrentos, Neymar e Ganso lideraram uma esquadra implacável, que deu show em campo, fez mais de 100 gols e ganhou a mídia com seu jeito moleque de comemorar.

Neymar e Ganso têm lugar na seleção de Dunga? E Ronaldinho Gaúcho? Este é o debate que mobiliza a nação no momento e, provavelmente, não morrerá depois do anúncio dos 23 de Dunga, na terça-feira, às 13hs.

Os defensores da convocação destes jogadores argumentam, racionalmente, que eles deveriam ser chamados para ficarem na reserva, como opção de Dunga caso ele necessite substituir Kaká ou Robinho.

Há algo de mendicância nesta argumentação. Dunga tem sido tão coerente (teimoso?) em suas últimas convocações, que ninguém ousa dizer que sonha com uma nova formação titular. Nesta altura, espera-se, apenas, que o técnico leve para a África do Sul jogadores que poderão, eventualmente, servir como opção no banco.

Alguém tem dúvida que Ganso é melhor que Julio Baptista (o provável reserva de Kaká)? Ou que Ronaldinho Gaúcho é um jogador mais completo do que Nilmar (o suposto reserva de Robinho)?  Não é por isso, acho, que nenhum dos dois será convocado.

Por trás de argumentos como “Ganso não foi testado na seleção” ou “Ronaldinho tem tido atuações irregulares” parece se esconder algo mais sério. Ambos colocam em questão não os reservas, mas os titulares da seleção. Da maneira como a discussão se encaminhou até agora, creio que, se convocar Ronaldinho Gaúcho e/ou Ganso, Dunga estará passando a mensagem que não confia em Kaká e Robinho. O que ele não fará.

Espero estar errado.

Por Mauricio Stycer às 17h28

É um pássaro? É um avião? Não, é Pelé saltando para cabecear

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os inúmeros livros de futebol lançados este ano, um que eu deixei inicialmente de lado foi “Pelé 70”, de José Luiz Tahan e Pedro Fernandes Saad (editoras Realejo e Brasileira, 160 págs., R$ 149). Achei que não haveria nada de novo para ler ou ver numa fotobiografia bilíngue (inglês e português) do maior jogador da história. Depois de examinar o livro com mais cuidado, mudei de opinião.

O livro traz, de fato, inúmeras imagens pouco conhecidas do craque. Em formato grande, de 37 cm x 29,5 cm, mostram detalhes e talentos variados, dentro e fora do campo, de Pelé. Duas fotos, em especial, me deixaram impressionado. Elas estão lado a lado, e exibem a impulsão sobrenatural que Pelé tinha. Como ele mesmo disse, também surpreso ao rever as cenas, parece ter molas no pé.

Para quem não sabe, Pelé mede 1,71m – seria um baixinho hoje em campo. No documentário “Isto É Pelé”, de Luiz Carlos Barreto e Eduardo Escorel, lançado em 1974, ele é visto dando aulas de futebol. Vi o filme apenas na época do lançamento, mas nunca esqueci de uma das lições que dá: o craque precisa cabecear de olhos abertos. Faltou dizer que precisa ter asas - ainda que invisíveis.

Créditos: Propperfoto/Getty Images (esq) e Acervo/Gazeta Press

Por Mauricio Stycer às 11h49

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

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Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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