10/04/2010

Filme de Wajda descreve o massacre de Katyn

A tragédia que abalou a Polônia neste sábado, com a morte do presidente e parte da elite militar do país, está diretamente relacionada a um outro episódio muito trágico, ocorrido na Segunda Guerra Mundial.

O avião que levava Lech Kaczynski, sua esposa e os principais comandantes das Forças Armadas, entre outras 95 pessoas, dirigia-se a Katyn, perto de Smolensk, na Rússia, onde ocorreria um ato em homenagem a oficiais poloneses executados há 70 anos pela polícia de Stalin.

O massacre de Katyn é tema de um grande filme de um dos maiores cineastas poloneses em atividade, Andrzej Wajda, exibido em 2008 na Mostra de Cinema de São Paulo. Na ocasião, escrevi o texto abaixo:

Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial. Dezessete dias depois, vindo do leste, o exército russo também invadiu o país, dividindo-o ao meio com os nazistas. O drama dos poloneses, oprimidos entre dois invasores, um de cada lado da ponte, é exibido logo na cena de abertura de “Katyn”, talvez o mais impressionante filme de Andrzej Wajda (“Danton, o Processo da Revolução”, “O Homem de Ferro”).

As conseqüências da ocupação nazista são bem conhecidas, sobretudo o extermínio de milhões de judeus em campos de concentração. Já as marcas da ocupação soviética são menos notórias. O seu ato mais bárbaro ocorreu em meados de 1940, quando 15 mil oficiais do Exército polonês foram assassinados a céu aberto com tiros na cabeça e enterrados em valas comuns em Katyn, no interior da União Soviética.

Além dos dramas resultantes de um massacre que exterminou parte da elite polonesa (havia engenheiros, advogados, médicos etc entre os reservistas assassinados), o país conviveu por décadas com a proibição de falar desta atrocidade, já que a Polônia se tornou aliada da União Soviética a partir de 1945 – e o que ocorreu em Katyn virou um tabu.

Wajda sonhou por anos em levar a história deste massacre às telas, mas só conseguiu fazer isso em 2007. O pai do cineasta estava entre os mortos em Katyn, ele conta. Aos 81 anos, o mais famoso cineasta polonês fez um filme que é um acerto de contas pessoal, mas também de todo um povo com a sua história e a de seus inimigos. Cerca de 2 milhões de poloneses, em uma população de 38 milhões, assistiram a “Katyn” no ano passado. Candidato ao Oscar de filme estrangeiro em 2008, perdeu a estatueta para o austríaco “Os Falsários”, de Stefan Ruzowitzky.

Para um brasileiro, pode haver algumas dificuldades em acompanhar detalhes da história, mas o essencial não se perde (Um excelente artigo sobre o filme, no “New York Review of Books, pode ser lido, em inglês, aqui). “Katyn” trata de uma atrocidade sem tamanho, daquelas que nos deixam perplexos e sem esperança. A propósito, os últimos 15 minutos do filme, ao longo dos quais Wajda recria de forma realista o massacre, são muito difíceis de assistir. Esteja preparado, caso deseje encarar.

Por Mauricio Stycer às 12h47

“Separação?!”: Mais para “Zorra Total” do que para “Seinfeld”

Das três séries cômicas que a Globo estreou agora em abril, “Separação?!” é a menos ambiciosa e, talvez, aquela capaz de provocar o riso mais fácil. Com texto de Alexandre Machado e Fernanda Young, oferece ao espectador, em tom de comédia, o drama da descoberta que um casamento de oito anos está começando a acabar.

Como em “Os Normais”, a série anterior criada pela dupla, o casal protagonista vive num registro bem distante da “normalidade”, num tom que oscila entre o escracho de um humorístico vulgar e a reflexão que a piada inteligente oferece.

A piada da cena de abertura mostra que “Separação?!” começou muito mais próximo de “Zorra Total” do que de “Seinfeld”. “Você mastiga alto. Parece um bode velho”, reclamou Karin (Débora Bloch). Chocado com a revelação, Agnaldo (Vladimir Brichta) respondeu. “Tenho vergonha do seu dedão.”

Uma voz, a do Narrador, orienta o espectador a entender as piadas. “Esse é o maior problema da separação: o casal não consegue se separar”. Ou: “Nunca subestime o poder destrutivo de uma separação”.

A cada explicação do Narrador, segue-se uma confusão protagonizada pelos protagonistas. Débora e Brichta são bons atores cômicos, mas soaram menos engraçados que alguns coadjuvantes, como Cristina Mutarelli, que roubou a cena com um único olhar, e Kiko Mascarenhas, engraçadíssimo como colega de trabalho de Agnaldo.

Os pontos de interrogação e exclamação que acompanham o título do seriado reforçam a ideia que o tema dá pano para manga. O Narrador também já avisou: “É a separação lenta e gradual”. É possível esperar que, superada a tentativa de agradar da estreia, o tom apelativo dê lugar a um humor menos óbvio, que a dupla de criadores é capaz de produzir.

Por Mauricio Stycer às 11h44
09/04/2010

Em busca do "nosso líder"


“Leve-nos a Lady Gaga”

A última edição de março da revista “New Yorker”, dedicada a moda e estilo, traz esse cartoon genial, que reproduzo acima.

Por Mauricio Stycer às 22h59

Vitória da resistência pacífica

Quem se interessa pelo conflito no Oriente Médio, não deve perder “Budrus”, filme que participa da mostra internacional do festival É Tudo Verdade, no Rio e em São Paulo. Dirigido pela brasileira Julia Bacha, o documentário descreve a luta dos moradores de um vilarejo palestino contra o Exército de Israel no esforço de alterar o traçado do muro erguido na região.

Sem armas, homens e mulheres palestinas, além de pacifistas israelenses, se colocam diante dos tratores, que derrubariam cerca de 3 mil oliveiras, impedindo o trabalho e deixando os soldados sem ação. Depois de uma longa luta, acabam obrigando o governo israelense a mudar o traçado do muro.

De passagem por São Paulo, Julia conversou com o UOL. No texto Filme mostra o sucesso da “Intifada branca” numa aldeia palestina, a cineasta argumenta que o exemplo dos moradores de Budrus ilumina um caminho, via resistência pacífica, para a solução do conflito.

“Budrus” tem ainda quatro sessões no É Tudo Verdade. No Rio de Janeiro, este sábado (10), às 16h, no CCBB; e domingo (11), às 17h30, no mesmo local. Em São Paulo, no dia 15, às 19h, no CCBB; e no dia 17, às 13h, no mesmo local. Também haverá uma sessão especial do filme no clube A Hebraica, no dia 14, às 20h30.

Em tempo: A história documentada em “Budrus” lembra o filme israelense “Lemon Tree”, de Eran Riklis, que relata a luta de uma viúva palestina em defesa de seu limoeiro contra os planos no ministro da Defesa de Israel de derrubá-lo, para garantir a segurança da sua casa.  Baseado num incidente real, o filme ganhou o prêmio de público do Festival de Berlim, em 2008.

Por Mauricio Stycer às 20h42

“A Vida Alheia” faz retrato arrasador do jornalismo de celebridades

A continuar no ritmo que exibiu no primeiro episódio, “A Vida Alheia” promete ser uma das boas novidades da programação da Globo em 2010. O seriado criado por Miguel Falabella gira em torno de uma revista especializada em fofocas, cuja proprietária, Catarina Faissol (Marília Pêra), e sua editora-chefe, Alberta Peçanha (Claudia Gimenez), são absolutamente cínicas e inescrupulosas.

O episódio de estreia girou em torno da descoberta que o filho de uma famosa celebridade, casada com um banqueiro, é na verdade fruto de uma relação extraconjugal dela com um modelo. Só que, no lugar de estampar a capa da revista “A Vida Alheia”, a notícia é engavetada em troca de um contrato de publicidade assinado pelo banqueiro com a publicação.

Alberta Peçanha, vulgo Peçonha, é a personagem para quem Falabella canaliza os maiores venenos. Ela ordena a uma repórter iniciante que recolha declarações negativas sobre determinada celebridade e, diante do fracasso da jovem, inventa ela própria a frase que aparecerá na revista. Mente para outra celebridade, para conseguir fazer uma capa. Trata mal os seus subordinados – “Veja se você justifica o excelente salário que você não ganha”, diz para a ambiciosa Manuela (Danielle Winits).

Já Catarina é uma socialite que herdou a revista do pai, mas adora o poder que a publicação lhe proporciona. Ao chegar à redação deixa que uma secretária carregue a sua bolsa. Casada por conveniência com Júlio (Carlos Gregório), não se separa para não pagar pensão ao marido. Transmite fofocas pesadas da sociedade para Alberta, mas quando uma amiga, Isa (Tereza Rachel), reclama da perseguição que está sofrendo, lamenta: “Não sou eu que edito a revista”.

Falabella colocou o dedo na ferida e apertou, mas ainda falta mostrar como as celebridades – entre as quais, os atores globais – usam e abusam dos jornalistas e das revistas. Como se sabe, há uma relação pouco profissional de troca neste mercado. Boa parte das capas com “flagrantes” são combinadas – os famosos topam aparecer em troca de reportagens elogiosas e fotos retocadas com generosidade.

Também falta mostrar o papel das relações públicas, dos assessores de imprensa e dos produtores de eventos que gravitam em torno do mundo do jornalismo de celebridades, alimentando sites e revistas do gênero em troca de favores para os seus clientes. 

Escrito com a colaboração de Antonia Pellegrino, Carlos Lombardi e Flávio Marinho, o texto de “A Vida Alheia”, se prosseguir na mesma temperatura do primeiro episódio, tem a chance de expor ao grande público, que consome este noticiário, o lado B de um dos ramos mais polêmicos do jornalismo.

Por Mauricio Stycer às 09h56
08/04/2010

Guilherme de Pádua no Ratinho: muito barulho por nada

Gloria Perez ficou tão indignada e reclamou tanto da anunciada entrevista de Ratinho com Guilherme de Pádua que o resultado só poderia ser esse: ibope nas alturas e interesse jornalístico no chão. O assassino da atriz Daniela Perez não falou nada do crime, sob a alegação de que foi ameaçado de processo.

O argumento de Pádua não convenceu. Pastor em uma igreja batista, o ex-ator não poderia ignorar que qualquer pessoa na sua situação corre o risco de provocar reações – judiciais, inclusive – em caso de manifestações públicas sobre um crime pelo qual foi condenado e cumpriu pena.

A entrevista valeu por breves momentos que não tiveram relação com o assunto principal. Primeiro, a reação do apresentador aos protestos da novelista da Globo. Ratinho exibiu uma antiga entrevista de Gloria Maria com Guilherme de Pádua e depois fez uma ironia: “Se o Silvio Santos ligar aqui e falar ‘não coloca esta entrevista’, eu não coloco. Mas gente de fora, não!”

Ao final da conversa vazia, Ratinho protestou contra a performance do seu entrevistado: “Você é ator”. Ao que Pádua respondeu: “Você também é. Você é um personagem”. Irritado, Ratinho encerrou o programa, para perplexidade de seu convidado, afirmando: “Eu, se fosse a Gloria (Perez) não perdoaria você”

Por Mauricio Stycer às 19h19

Sem apoio da Globo, filme brasileiro não faz sucesso, diz Anna Muylaert

Segundo longa-metragem de Anna Muylaert, “É Proibido Fumar” foi consagrado pela crítica e pelo público que participou de votação promovida pelo Cinesesc como o melhor filme de 2009. Público e crítica também concordaram em eleger o roteiro e a atriz do filme, Gloria Pires, como os melhores do ano passado. E o público ainda deu a Anna o título de melhor diretora de 2009 – a crítica preferiu José Eduardo Belmonte por “Se Nada Mais Der Certo”.

Em sua 36ª edição, o Festival Sesc Melhores Filmes é uma tradição em São Paulo. Da votação deste ano participaram 79 críticos (entre os quais este blogueiro) e 12.800 pessoas pelo voto direto. A programação deste ano se estende até 28 de abril e inclui também os filmes estrangeiros mais votados – “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, foi considerado o melhor tanto pela crítica quanto pelo público.

A escolha do filme de Anna Muylaert fala muito das dificuldades encontradas pelas produções independentes no Brasil. Lançado em 4 de dezembro de 2009, o filme atraiu 50 mil espectadores nesses quatro meses – um número muito pequeno. “O que eu posso comentar?”, pergunta a cineasta. “Fizemos um numero tímido de espectadores se levarmos em conta o quanto os críticos e o publico receberam bem o filme”.

O que explica esse desempenho “tímido”? “Apesar de estar muito feliz com o resultado, entendo que, para ter uma bilheteria significativa é preciso ter apoio de grandes distribuidoras e uma verba boa para publicidade, ou a parceria da Globo Filmes, cujo apoio acaba sendo o maior responsável pelo eventual sucesso de bilheteria dos nossos filmes hoje.”

Anna buscou apoio da Globo Filmes para “É Proibido Fumar”, mas não obteve resposta. “Um filme ruim, apoiado pela Globo, faz 500 mil espectadores. Imagine um filme elogiado pela crítica e que agradou o público que viu...” Ainda assim, a cineasta se diz otimista: “Acho que para o tipo de produção que fizemos – independente – o resultado é bastante razoável e me sinto realizada com a reação do publico a este filme que é tão intimista.”

Por Mauricio Stycer às 16h26

Padilha estende crítica a toda a “tribo” dos antropólogos

Programado para abrir o festival É Tudo Verdade, nesta sexta-feira, no Rio, “Segredos da Tribo” apresenta diferentes acusações a antropólogos que fizeram pesquisas com índios ianomâmi na Venezuela nas décadas de 60 e 70. O filme de José Padilha expõe uma verdadeira “guerra entre antropólogos”, como escrevi em texto publicado no UOL Cinema.

O cineasta procura adotar uma posição de neutralidade no filme. Dá voz a todos os acusados (um deles não quis falar) e oferece espaços generosos para todos apresentarem suas versões. A opção assegura proteção contra eventuais processos judiciais de qualquer parte e dá ao documentário um caráter “jornalístico”.

Para o espectador, “Segredos da Tribo” provoca espanto e perplexidade. Napoleon Chagnon (foto) inventou ou não dados da pesquisa que provou a “ferocidade” dos ianomâmi? Kenneth Good pode ser chamado de pedófilo por ter se casado com uma índia de 13 anos? Jacques Lizot provocou mudanças no comportamento dos índios depois de submetê-los a uma troca de favores de cunho sexual? Claude Levi-Strauss tem responsabilidade no caso por conta de seu apoio a Lizot?

Padilha levanta todas estas questões, mas opta por deixá-las em aberto. Não aprofunda as investigações por conta própria, o que permitiria, caso tivesse sucesso, a formular com mais segurança uma denúncia. O resultado é, em si, de grande impacto, mas acaba colocando a “tribo” dos antropólogos como um todo em questão, e não apenas os pesquisadores acusados por seus colegas. 

Por Mauricio Stycer às 09h40
07/04/2010

Prêmio de melhor ator deveria ser para a dupla de “In On It”

Assisti em fevereiro, mas não consegui achar tempo para escrever algo aqui no blog. Aproveito que esta é a última semana da peça em São Paulo para recomendar “In On It” a quem ainda não viu. O trabalho acaba de receber dois Prêmio Shell no Rio – um para o diretor Enrique Diaz, outro para o ator Fernando Eiras.

O texto do canadense Daniel MacIvor coloca em cena dois atores, vividos por Eiras e Emílio de Mello, que ensaiam trechos de uma peça, ao mesmo tempo em que discutem a própria relação pessoal.

Eiras e Mello são a grande atração do espetáculo. Num cenário quase vazio, mas muito bem iluminado, interpretam uma dezena de personagens diferentes, mostrando as diferentes faces de um drama familiar, ao mesmo tempo que vão desvendando detalhes da própria relação. 

Os dois atores estão tão afinados que é até estranho apenas um deles ganhar um dos principais prêmios teatrais da temporada.
 
“In On It” está no Teatro FAAP. Este belo álbum de fotos dá uma idéia do espetáculo.

Por Mauricio Stycer às 09h42
06/04/2010

Aviso aos leitores

Quem acompanha este blog sabe que autorizo todos os comentários, com exceção das ofensas e acusações sem prova a pessoas citadas em meus textos. Há alguns dias, em função de uma inédita escalada de ofensas e agressões por motivação religiosa, passei a moderar previamente os comentários. Peço desculpas aos leitores caso suas mensagens demorem um pouco a aparecer no blog

Por Mauricio Stycer às 09h53
05/04/2010

“S.O.S. Emergência” se inspira em “Scrubs”, mas sem a força do original

Copiar ou buscar inspiração em ideias alheias é uma prática tão comum na televisão brasileira que nem surpreende mais. Para o espectador com acesso à enorme oferta da tevê paga, a rotineira adaptação de formatos estrangeiros pelas principais emissoras nacionais costuma provocar apenas a memória: onde mesmo eu já vi isso?

“S.O.S. Emergência”, o seriado que a Globo estreou neste domingo, depois do “Fantástico”, tem tantas semelhanças com o americano “Scrubs” que a principal tarefa do crítico não é avaliá-lo pelas suas qualidades, mas sim pelo que propõe como adaptação.      

Bom texto, edição ágil, produção caprichada – tudo isso já encontramos em “Scrubs” há nove temporadas. Sexo entre médico e enfermeira, idem. Um diretor de hospital amalucado, idem idem. Novidades? Uma recepcionista que fala portunhol, engraçadíssima, a opção por tarimbados comediantes (Ney Latorraca e Marisa Orth à frente), um ótimo elenco de apoio (Maria Clara Gueiros e Bruno Garcia, entre outros) e grandes participações especiais (Cássio Gabus Mendes e Fabio Assunção).

Sem a preocupação de apresentar os personagens fixos da série ao espectador, “S.O.S. Emergência” foi direto ao ponto logo no primeiro episódio, o que pode ter dificultado para parte do público embarcar na brincadeira. Como em “Scrubs”, o roteiro é um jogo de armar entre diferentes situações que ocorrem de forma simultânea – algumas mais engraçadas que as outras, mas sem a força do original.

Abaixo um "teaser" do programa:

 

Por Mauricio Stycer às 11h54

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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