27/03/2010

Lia leva Dourado e Cadu a mudarem de opinião

Marcelo Dourado ensinou – e Cadu, Lia e Fernanda foram os únicos a entender: o BBB é “um jogo de palavras”. O mais importante, sempre, é ser claro e convincente para o público. Dito de outra forma, explicou o lutador, o candidato num reality show deve sempre pensar em quem está em casa, em como será visto e compreendido por quem está no sofá.

Na noite desta sexta-feira, Fernanda colocou em prática um antídoto a esta lição. Ao indicar Dicesar para o paredão, obrigou o trio de amigos de infância a votar um no outro. Ainda no confessionário, Dourado reconheceu a boa ideia da dentista. Logo depois de encerrada a edição na tevê aberta, Cadu também mostrou admiração pela estratégia.

Lia, então, começou a gritar e manifestar revolta. Classificou como “sujo” o ardil de Fernanda. Gritou, xingou, apontou o dedo para Dicesar e chorou. Deu-se então algo extraordinário. O lutador e o personal trainer mudaram de opinião e também classificaram como “golpe baixo” o voto da dentista. Escrevi a respeito o texto Com “jogo de palavras”, Lia dobra Dourado e Cadu, publicado no UOL Televisão, no qual descrevo em detalhes esta cena.

Por Mauricio Stycer às 00h32
26/03/2010

O que pedem os leitores a Mr. Edição

A cinco dias do final, o BBB mobiliza torcidas variadas, com diferentes graus de entusiasmo e interesses, mas unidas por uma mesma ideia: a de que o seu candidato (a) está sendo prejudicado (a) ou algum (a) rival está sendo beneficiado (a) pela direção do programa. Passeando por fóruns, blogs e pelo Twitter, é possível constatar que as reclamações são muitas, assim como os pedidos à direção do programa. Também há várias teorias da conspiração em curso, sugerindo esquemas para dar o prêmio de R$ 1,5 milhão a um ou outro. Tento resumir a seguir os principais apelos e protestos, relacionados a cada um dos cinco candidatos:

Fernanda: Os fãs de todos os outros candidatos têm certeza que a dentista burlou as regras da prova do líder na noite de quinta-feira. Abundam na internet vídeos que mostrariam a candidata flexionando os joelhos, o que era proibido, ou deixando acender a luz que a eliminaria. Os seus fãs argumentam que o diretor do programa, Boninho, observou no Twitter que todos os candidatos cometeram “pequenas infrações”. Também há muitos pedidos para que o programa mostre como Fernanda é “falsa”, pois já falou mal de Dicesar e mudou seu comportamento drasticamente no meio do programa. Seus fãs insistem que Mr. Edição mostre como Lia a persegue.

Dourado: A torcida do lutador tem certeza que a prova do líder foi idealizada com o objetivo de prejudicar o candidato, que afirmou ao longo do confinamento sofrer de problemas na coluna. Dourado resistiu por mais de duas horas numa posição incômoda, antes de abandonar a prova. Já os que torcem contra Dourado imploram para que Mr. Edição resgate a cena em que o lutador desiste de uma outra prova de resistência depois de poucos minutos afirmando que a sua hérnia o impediria de competir.

Dicesar: Os fãs do maquiador pedem a Mr. Edição para mostrar “o verdadeiro” Dourado, ou seja, os momentos em que o lutador foi agressivo, preconceituoso ou ignorante, manifestando ojeriza a homossexuais. Já a torcida contra insiste que o programa repita cenas que mostrariam Dicesar provocando Dourado. Segundo esses fãs, o maquiador teria a expectativa de levar o lutador a agredi-lo, o que causaria a eliminação de Dourado.

Cadu: A torcida do personal trainer é semelhante ao candidato. Não faz barulho, nem quer provocar onda. As fãs acham que ele está na final e não tem motivos para reclamar de nada. Já os rivais, especialmente entre a torcida de Fernanda e Dicesar, insistem que Mr. Edição sublinhe os sinais de hesitação e oscilação de Cadu, tentando agradar a todos, sem se comprometer muito.

Lia: O fã-clube de Maroca ainda não se conformou com a derrota da ex-PM para a dançarina na noite de terça-feira e insiste em cobrar da Rede Globo que exponha detalhes da polêmica votação. O fã-clube de Fernanda implora para Mr. Edição mostrar em mais detalhes como Lia criou uma hostilidade gratuita contra a dentista e como “manipula” Cadu e Dourado contra ela. Os fãs de Lia não falam nada. Das duas, uma: ou estão muito satisfeitos ou a candidata não tem fã-clube.

Por Mauricio Stycer às 13h28
25/03/2010

Fernanda diz que "boss" a orientou no meio do programa

O isolamento total dos candidatos ao prêmio de R$ 1,5 milhão foi quebrado algumas vezes, de forma direta ou indireta, ao longo do BBB, provocando alterações no comportamento dos candidatos.

Ao serem informados que Dourado ganhou o “poder supremo” por votação do público, todos os confinados receberam uma informação sobre a popularidade do lutador. Ao visitarem o Carnaval de Salvador, Cacau e Dicesar ouviram gritos de apoio a Dourado e viram faixas com críticas ao comportamento de Lia, Cadu e Fernanda. Ao receber uma carta da família, Fernanda descobriu que estava “SOLTEIRA”.

Esta última foi, possivelmente, a informação externa que provocou a influência mais visível no jogo. Recatada até então, sempre falando do namorado, Fernanda transformou-se depois da carta. Soltou-se nas festas, dançando de forma insinuante, paquerou Cadu e iniciou um “romance” com Serginho.

Na ocasião, escrevi no UOL o texto E o Oscar de roteiro adaptado vai para... o BBB, no qual comento a transformação da dentista, sublinhando a capacidade da produção de alterar o “roteiro” do programa. Eu lembrava que, dias antes de Fernanda receber a carta, Boninho havia dito no Twitter que a candidata não tinha mais “salvação”, pois estava mais preocupada em preservar sua imagem diante do namorado do que em jogar. “Tá querendo pegar o riquinho de São José dos Campos. Esqueceu do BBB”, escreveu.

Por volta das 23h15 de quarta-feira, Fernanda acrescentou um novo elemento a esta história. Em conversa com Dicesar, a dentista falou: “Sabia que teve uma vez que eu tava achando que tava entrando em depressão aqui, daí o boss me chamou e conversou comigo”. E o que Boninho teria dito? “Extravasa em festa”. 

Por Mauricio Stycer às 15h58
24/03/2010

“É difícil aceitar a crítica”, diz estudante. “Ele é aprendiz”, responde Boninho

No início da noite de quarta-feira, a estudante Carla Lisi, de 20 anos, que se apresenta no Twitter como @_hanami, enviou uma mensagem ao diretor do BBB, Boninho, sugerindo que ele lesse um texto que escrevi sobre o programa, publicado no UOL Televisão, com o título Edição sem contexto altera sentido da melhor disputa. Não conhecia Carla e só tive conhecimento da mensagem da jovem ao entrar na página do diretor, algumas horas depois. Diferentemente de seus comentários rápidos e rasteiros no Twitter, Boninho manteve um longo diálogo com a estudante, que reproduzo abaixo.

@_hanami: boninho, Leia >> http://televisao.uol.com.br/bbb/mauricio-stycer/2010/03/24/edicao-sem-contexto-altera-sentido-da-melhor-disputa.jhtm

@boninho: tese de estudante 1º grau! rsrsrsrsr

@_hanami: o que aquilo foi tese de estudande 1º grau? Muito bem escrito e apontando os fatos que realmente aconteceram!

@boninho: ou o cara é crítico e tem base ou quer ser professor. E ensinar padre nosso pra vigário é uma bobagem...

@_hanami: Mauricio Stycer é repórter especial e crítico do UOL.  Jornalista desde 1986, já trabalhou no "Jornal do Brasil", "Estadão", "Folha de S.Paulo", "Lance!", "Época" e "CartaCapital" ..etc.

@boninho: entenda meu ponto de vista, pra você pode ser interessante. Como profissional é uma bobagem.

@_hanami: É difícil aceitar a crítica, mas ninguém é perfeito. Vale, pois, uma reflexão sincera sobre ela.

@boninho: Lizzie, ok! Mas quem analisa precisa ter conhecimento, saber sobre o que está falando. Sobre BBB ele é aprendiz.

@_hanami: Na simplicidade de uma análise, pode estar escondida uma grande verdade.

@boninho: Não vou ser mal educado com você, tenho que trabalhar, ver as provas novas... Bjs. Estou saindo!

@_hanami: No jogo das relações humanas, todos nós somos sempre aprendizes. E o BBB reproduz a vida.

@boninho: Só pra finalizar, não é não. BBB é só um jogo. Meio pilhado, mas é jogo. Vida é mais legal e complexa! Viva a vida... + bjs

@_hanami: Quando o jogo envolve seres humanos e sentimentos, é vida! Bom trabalho!

Por Mauricio Stycer às 22h39

Edição não explica a disputa e oito enquetes erram resultado

No momento mais importante do BBB, quando se estabeleceu uma nova dinâmica e uma inesperada disputa, a edição do programa não foi capaz de dar conta da complexidade da situação e de exibir de forma equidistante o conflito entre Lia, Cadu e Dourado versus Maroca, Fernanda e Dicesar.

As edições de segunda-feira, especialmente, e de terça, não explicaram as razões da disputa, passando a impressão de que ocorreu uma briga entre amigos de ocasião contra amigos do peito. Escrevi a respeito o texto Edição sem contexto altera sentido da melhor disputa, publicado no UOL Televisão, no qual detalho os problemas que vi no programa.

Tudo indica, escrevi, que o fã-clube de Dourado, o maior do BBB10, votou em peso pela permanência de Lia. Esse é outro fator que ajuda a explicar a vitória da candidata que apresentava maior índice de rejeição em todas as pesquisas na Internet.

A votação alcançou, segundo Bial, 92,2 milhões de votos. Maroca foi eliminada com 57% - um resultado bem diferente de oito das nove enquetes que acompanhei na noite de terça-feira. A maior delas, a do UOL, apontava, às 21h, eliminação de Lia com 60,3% dos votos, num universo de 1,3 milhão de participantes únicos.

Outras enquetes apresentavam, às 21h de ontem, resultados semelhantes, a saber:
Babado: Lia, 60%, Anamara 40%
Terra: Lia 53,15%, Anamara 46,85%
Fuxico: Lia, 50,5%; Anamara 49,5%
O Dia: Lia, 53,2%; Anamara 46,8%
O Globo: Lia, 58%, Anamara 42%
Abril.com: Lia 52,4%, Anamara 47,6%
A Tarde (BA): Lia 75,6%, Anamara 24,4%
BOL: Anamara, 50,11%, Lia 49,84%

Por Mauricio Stycer às 01h07
23/03/2010

Raridade no BBB: a arte da ironia

O BBB10 chega à última semana em clima tenso, com dois grupos claramente antagônicos, generosos na troca de ofensas, críticas e maledicências. Neste ambiente, é fundamental ser claro, acertar o alvo sem deixar dúvidas no ar. Apelar para a ironia ou para o sarcasmo, por isso, é sempre um risco – nem os “inimigos” nem o público podem entender corretamente a mensagem. Ainda assim, na noite de segunda-feira, Dourado e Dicesar ousaram e mostraram algum talento nesta difícil arte.

O melhor momento foi do lutador. Numa atividade proposta por Bial, todos os candidatos tiveram que nomear quem eles não gostariam que ganhasse o jogo de forma alguma. Dourado citou Anamara. Duas horas depois, aproximou-se de Dicesar e Fernanda e disse: “Eu queria pedir desculpa para vocês porque só escolhi a Maroca. Eu só podia escolher uma pessoa, mas eu também não queria que vocês continuassem no jogo”.

Já o maquiador teve o seu bom momento durante uma conversa com Anamara e Fernanda, enquanto Lia e Cadu assistiam a um filme no quarto do líder: “Lia adora uma minissérie”, disse Dicesar. Em outro momento da noite, com menos ironia, mas bem-humorado, o maquiador acertou outra: “A Maroca é louca, mas é limpinha. Se ela voltar, eu ponho uma mordaça nela”.

Por Mauricio Stycer às 09h38
22/03/2010

Vozes da sabedoria

Questionado pela coluna de Mônica Bergamo, na “Folha”, sobre a polêmica distribuição dos royalties do petróleo, o crítico literário Antonio Cândido respondeu: “Aos 92 anos, as minhas preocupações são: se vai ter bolo de fubá no café da manhã, se o suco de laranja tem gelo ou não (eu não posso com gelo) e o que vai ter para jantar. Só isso”.

A jornalista Maíra Kubík Mano conta em seu blog que, há dois anos, procurou o mesmo Antônio Cândido para uma entrevista sobre “os grandes intelectuais brasileiros” e ouviu um “não” do mestre, sob o argumento que ele não se via, então aos 90 anos, com capacidade de analisar a conjuntura com tanta clareza como fazia antigamente. “Não quero sair por aí falando bobagens. Já disse tudo o que precisava”.

A história me lembrou a entrevista que fiz, em parceria com a jornalista Mara Gama, com o historiador da arte Giulio Carlo Argan, em 1992, alguns meses antes da sua morte. Ex-prefeito de Roma, Argan falou bastante na entrevista sobre urbanismo e arquitetura, o que me levou a perguntar: “Pretende se candidatar novamente nas próximas eleições?”. A sua resposta: “Meu caro amigo, tenho 83 anos. Se você quer saber o meu futuro deve me perguntar se vou para o Paraíso, Purgatório ou Inferno. E eu não sei”.

A entrevista com Argan, publicada originalmente na “Folha”, está no livro “Memórias do Presente”, organizado por Adriano Schwartz.

Por Mauricio Stycer às 16h32

Boninho e a fama de mau

Em entrevista à “Folha”, publicada no domingo, Boninho voltou a bater na tecla que, como diretor do BBB, não está preocupado com nada além do jogo. “É o BBB da porrada, do jogo. Não há um cara ali que esteja a passeio. Eles estão claramente jogando, disputando um prêmio de R$ 1,5 milhão. Isso é um pouco do que a gente tentou muito fazer”, disse. Quando indagado sobre a presença de três gays no programa, disse: “Isso não entra no jogo, mas, sim, na composição que a gente quer montar. Quem vou colocar no jogo para surpreender quem está dentro e quem está fora? Não colocamos ninguém no BBB para discutir homo ou heterofobia, minorias...”

Chama a atenção que, sempre que pode, Boninho insiste em passar a imagem de um diretor de televisão preocupado exclusivamente com o entretenimento e, por consequência, com audiência e bons resultados comerciais. Se ocorre algo além disso, parece dizer, não é sua responsabilidade. Ele parece gostar da fama de mau, escrevi no UOL Televisão.

Por Mauricio Stycer às 01h27
21/03/2010

Dicesar chama Dourado de “homem das cavernas” e pede apoio aos gays

Em conversa com Serginho, na madrugada de domingo, o maquiador Dicesar voltou a explicitar o seu confronto com o lutador Marcelo Dourado em termos de uma disputa entre heteros e homossexuais.

Ao longo dos 70 dias do programa, houve várias situações que demonstraram o desconforto de ambos com a situação – o ápice da disputa ocorreu quando Dourado, irritado por ter sido indicado ao paredão por Dicesar, gritou: “Apesar de ser viado, seje homem”.

Nesta madrugada, o maquiador falou longamente sobre o lutador. Primeiro, classificou-o como “homem do tempo das cavernas”. Disse Dicesar:

“Não tem mais homem assim. Outro dia ele falou assim pra mim: ‘Pô, admiro muito a sua história: morou em orfanato, você é drag queen, é gay...’ Ele falou drag queen como se eu fosse um leproso. Como se eu tivesse dó de ser drag queen! Não sou um brucutu como ele. Na hora, eu falei 'muito obrigado', mas com cara de ‘que dó que tenho de você’”

O maquiador conclamou os gays a votarem em Dourado num eventual paredão em que o enfrentasse:

“São 15 milhões de veados no Brasil, que iam tirar ele. Ele ia morrer se um gay competisse com ele e ele saísse. Ele ia sair metralhando as bichas no outro dia, na rua”.

Num dos trechos mais emocionados da conversa, Dicesar discursou sobre a fama dos gays de serem afetados:

“Nós gays levamos muito isso, (a fama) de ser carudo, de gostar de marca, de etiqueta. Veado às vezes não tem um tostão no bolso, tem um passe de ônibus no bolso. Mas eu vou ficar com cara de passe de ônibus? Vou ficar com cara de bicha bonita. Vou ficar com cara de magoada para todo mundo bater na minha cabeça e cuspir? ‘Sai veado!’ A vida inteira já cuspiram na nossa cara. Aí vou ficar com a bunda baixa no chão? Tem que levantar o pescoço mesmo. Levanta o nariz, sou bonita e me engula!”

Depois, voltou a falar de Dourado. “Ele é o carma que entrou na minha vida aqui no programa... Se ele fosse o último (homem) numa ilha eu ia chupar o coqueiro.” Refletiu um pouco e continuou: “Na outra encarnação, ele deve ter sido aquele soldado que cutucou Jesus com a lança. Boa coisa ele não foi.”

Serginho observou: “Ele precisa de ajuda psiquiátrica”. Ao que Dicesar completou. “Nada. Na próxima encarnação ele vem saco de pancada. Pra todo mundo dar chute nele. Ou Judas. Todo mundo amarrar ele numa árvore e dar pancada”.

Na visão dos fãs de Dourado, Dicesar está incitando violência contra o candidato. A novelista Gloria Perez, por exemplo, indignou-se. Concordou com a frase de um leitor, que disse: “Quando os que pregam tolerância se mostram tão intolerantes é que vemos quem tá segurando a lança”. E acrescentou, por conta própria: “Não pode espancar ninguém querida! Muito menos pedir que espanquem pela TV. Acorda!”  

Respeito a opinião da novelista, mas não vejo dessa forma. Entendo o desabafo de Dicesar como mais um capítulo de uma trama ousada, que o BBB apenas esboçou. Ao colocar três gays assumidos na casa, e um heterossexual que manifestou claramente seu desconforto com a situação, houve oportunidade para a manifestação de diferentes preconceitos, mas pouco se avançou no esforço de superar as diferenças.

Por Mauricio Stycer às 14h11

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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