27/02/2010

O eficiente mix de “O Segredo de Seus Olhos”

O cineasta Juan Jose Campanella se propõe a transitar num mesmo filme pelo suspense, o romance, a comédia e o drama político. Não é para qualquer um. O sucesso de público na Argentina e a indicação ao Oscar de filme estrangeiro sugerem que “O Segredo de Seus Olhos” se sai muito bem nesta tarefa complicada. Escrevi, a respeito, o texto Filme argentino faz hábil mistura de gêneros, publicado neste sábado no UOL Cinema.

Por Mauricio Stycer às 13h16
25/02/2010

Revista “Mad” afirma que editora Panini vetou capa com Dilma

Num texto publicado na tarde de quarta-feira em seu blog, a revista “Mad” informou aos leitores que a capa da edição número 23 foi "censurada", mas não disse por quê nem por quem. "Exclusivo: revelamos sem medo de repressão a capa censurada da Mad 23", era o título do texto. O blog  reproduzia a imagem da capa que foi às bancas (à esq.), uma paródia do filme “Avatar”, e a suposta capa censurada (à dir.).

Como se pode ver, esta capa traz uma foto da ministra Dilma Rousseff aplicada sobre o rosto de um animal que aparece no filme, além da imagem de Alfred Neuman, símbolo da revista, com uma faixa verde-amarela no peito, domando o bicho. O título: “Lulavatar, o mico do Brasil”.

A notícia teve enorme repercussão no Twitter. O músico Roger Moreira (Ultraje a Rigor) escreveu: “Não é o primeiro exemplo de censura deste governo.” O ator Ary França fez coro: “Agora só falta você votar na Dilma, e endossar de vez o stalinismo!”. O humorista Rafael Cortez, do CQC, analisou: “Não sei o que o governo ganha censurando a MAD. Estar numa capa popular com Alfred E. Neuman é uma das maiores honras que Lula e Dilma podem ter”.

Percebendo o impacto da notícia, a revista acrescentou, no final da manhã de quinta-feira, uma “nota esclarecedora” no blog, informando que não foi censurada pelo governo. “Você acha mesmo que os caras se importam com a MAD? É uma espécie de ‘autocensura’ covarde. A MAD é uma revista de humor e tem o direito de brincar com todas as figuras políticas do Brasil, pois isso ajuda as pessoas a desenvolverem seu senso crítico.” 

Procurado pelo blog, o editor da revista, Raphael Fernandes, esclareceu que a capa com Dilma foi vetada pela direção da editora Panini, que publica a “Mad”. Por volta das 16hs, o post de Fernandes no blog da revista "Mad" foi apagado.

O blog entrou em contato com a assessoria de imprensa da Panini às 14hs. Três horas depois, a editora informou: "A Panini esclarece que, com relação à questão da capa da edição 23 da revista MAD, as decisões sobre a publicação das capas fazem parte de processos internos da empresa, não se tratando de qualquer tipo de censura ou veto. "

Por Mauricio Stycer às 14h14
24/02/2010

Para combater o preconceito, é bom vê-lo claramente

Manifestei um certo otimismo ao escrever, em janeiro, que o BBB10 tirou a Globo, finalmente, do armário. Acompanhado os primeiros dias do reality show, as brincadeiras de Pedro Bial com os heterossexuais da casa e o esforço de Mr. Edição em realçar como o programa estava “colorido”, afirmei que “a Globo resolveu discutir seriamente o preconceito do brasileiro médio contra homossexuais”.

Percebi depois que deveria ter desenvolvido melhor essa ideia, já que alguns leitores questionaram o tom do texto. Expliquei que considerava positivo o simples fato de três homossexuais estarem participando de um programa com tanta audiência, falando abertamente de sua sexualidade – um tema tabu na televisão brasileira.

Tinha em mente uma frase de Aguinaldo Silva, incluída no livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo”, de André Bernardo e Cintia Lopes, usada pelo teledramaturgo, abertamente gay, para explicar por que em suas novelas nunca ocorreu um beijo entre personagens homossexuais:

“Há telespectador da Globo que não sabe nem que homossexualismo existe... A Globo é muito responsável para deixar passar esse tipo de coisa. E acho que ela está certa ao agir assim. Não se trata de censura, trata-se de responsabilidade”  

Continuo achando que o BBB está produzindo (se intencionalmente ou não, pouco importa) uma espécie de pedagogia, ao expor ao público o convívio forçado e, às vezes, conflituoso e constrangedor justamente por causa da questão sexual, de heterossexuais e homossexuais.

Não sou especialista no assunto, e espero não estar sendo ingênuo, mas suspeito que o combate à homofobia ganha outra dimensão ao vermos o preconceito se manifestar abertamente, dentro e fora da “casa mais vigiada do Brasil”.

Por Mauricio Stycer às 11h41

A previsível rotina de conflitos no BBB

A divisão dos candidatos em duas casas, como já ocorreu na edição passada, cria um modelo de conflito sem surpresa alguma. Depois da briga de Dourado com Angélica, é possível prever que a próxima confusão será entre Lia e Eliéser, ou entre Dicesar e Serginho. Escrevi a respeito o texto A seguir, cenas dos próximos conflitos, publicado logo depois da eliminação de Angélica.

Por Mauricio Stycer às 00h18
23/02/2010

Nike expõe “mandingas” de três craques da seleção

Com o objetivo de promover a camisa número 2 da seleção, azul, a Nike está divulgando um filmete de pouco mais de seis minutos em torno da idéia de “mandinga”. Com depoimentos de Maicon, Robinho e Luis Fabiano, o filme vende a ideia que a camisa azul também dá sorte à seleção e que há coisas inexplicáveis, entre o céu e a terra, a assegurar o destino vencedor da seleção e de seus atletas. “Eu sou brasileiro, é pura mandinga”, diz o filme.

Os três jogadores contam, em depoimentos, histórias de “mandingas” pessoais, crenças, lendas e superstições que os movem e os motivam. Maicon revela que o pai cortou o seu cordão umbelical e enterrou-o num campo de futebol, acreditando que isso faria do menino um bom jogador de futebol. “Graças a Deus vem dando certo”, diz. Robinho relata que seu avô, um pai-de-santo conhecido, tinha certeza que o menino seria jogador de futebol ainda quando sua mãe estava grávida. Luis Fabiano conta do pai-de-santo que surgiu, quando ele era criança, no campinho de pelada e foi apontando, entre os moleques, quem daria ou não um bom jogador. “Acho que ele era um anjo ali, enviado para dizer que eu ia virar um jogador”, diz.

Mais do que em outros momentos, a atual seleção brasileira tem chamado a atenção por contar com um número elevado de jogadores evangélicos. Já houve, até, reclamações da Fifa contra as demonstrações excessivas de fervor religioso do grupo, como ocorreu ao final da Copa das Confederações, em 2009, na África do Sul. Este comercial da Nike dá vazão a uma manifestação religiosa distinta, associada a ritos do candomblé. Do ponto de vista da diversidade religiosa, é positivo. Mas resta a dúvida se seleção de futebol é o palco certo para falar de religião.

O vídeo pode ser visto aqui.

Por Mauricio Stycer às 11h42
22/02/2010

O Quarto Branco não é mais aquele...

Experiência de sadismo muito criticada no BBB9, o Quarto Branco voltou recauchutado na décima edição. Além de não ter surpreendido os participantes, ainda foi motivo de piada, por conta da transformação do penteado dos três castigados, que ficaram sem banho no período. Escrevi a respeito o texto Temido Quarto Branco só rendeu piadas sobre cabelo, publicado nesta segunda no UOL.

Por Mauricio Stycer às 08h30
21/02/2010

Torcida contra Dourado divulga vídeo com ameaças do lutador a Angélica

Depois de 40 dias de BBB10, há uma clara guerra estabelecida entre as torcidas pró e contra Marcelo Dourado. A turma que se esforça para evitar a vitória do lutador no BBB10 conseguiu localizar e colocar na Internet as imagens em que Dourado, revoltado com Angélica, diz que, se a candidata fosse homem, teria quebrado o dedo dela e a mandado para o hospital.

A cena ocorreu na madrugada da quinta-feira, 18 de fevereiro, em conversa de Dourado com Lia, Anamara e Cadu. Transtornado ao descobrir que Angélica instigou outros integrantes do reality (Cacau, Eliéser, Michel e Dicesar) contra ele, Dourado fez um longo discurso, exibido apenas parcialmente à noite, durante a edição do BBB na Globo. Na parte não exibida, Dourado diz, referindo-se a Angélica:

Ela foi covarde porque ela é mulher. Primeiro, porque ela sabe que eu não bato em mulher. Segundo, porque ela sabe que eu não posso agredir ninguém aqui no programa porque eu sou expulso. Mas a maneira como ela foi batendo no peito e apontando o dedo pra mim era pra mim ter quebrado o dedo dela e ter dado um monte de porrada e ter deixado ela desmaiada no hospital.

Dos três participantes da conversa, apenas Lia se manifesta, dizendo: “Não fala assim”. Mas Dourado prossegue, furioso. Na manhã de domingo, 21, o vídeo podia ser visto aqui ou, de forma resumida, aqui.

Por Mauricio Stycer às 13h07

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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