29/01/2010

Entre “In Treatment” e “Ensaio”, a vida de Tyson tal como ele a vê

Há algo de “In Treatment” no documentário sobre Mike Tyson que estreia nesta sexta-feira em São Paulo. Na elogiada e premiada série que a HBO lançou em 2008, assistimos, a cada episódio, a uma sessão de psicoterapia, ao longo da qual um paciente discute os seus problemas com o terapeuta (Gabriel Byrne).

No filme de James Toback, somos convidados a ouvir Mike Tyson discutir a sua vida com o cineasta, no esforço de entender como conseguiu superar uma infância que o levava claramente para a marginalidade e como, depois de ter se transformado num dos maiores boxeadores de todos os tempos, deixou a fama e a fortuna escorrerem pelo ralo.

Na poltrona do “paciente”, o ex-boxeador fala da infância na rua, dos assaltos que praticou, das temporadas no reformatório, até ser “adotado” pelo treinador Cus D´Amato (1908-1985). Dá a entender que sua vida saiu do prumo depois da morte do treinador, ocorrida um ano antes de ter se tornado, aos 20 anos, o mais jovem campeão mundial na categoria peso-pesado. Diz que D´Amato foi o único amigo que teve na vida e que, cercado de “sanguessugas”, avalia ter jogado fora mais de US$ 400 milhões ao longo do tempo.

Diferentemente de “In Treatment”, porém, Toback não aparece em cena, dando a impressão de que a “consulta” do ex-boxeador é um monólogo. Para citar outra referência do meu gosto, o resultado lembra também o programa “Ensaio”, da TV Cultura, no qual o diretor Fernando Faro deixa os artistas convidados falando sozinhos, sem que ouçamos as suas perguntas e provocações.

Esqueça objetividade, “outro lado” e demais conceitos relacionados à prática jornalística – e que caberiam muito bem num documentário destinado a “esclarecer” as inúmeras polêmicas que envolvem a vida e a carreira do boxeador. Brutalidade no ringue, violência contra mulheres, prisões... A respeito de todos esses episódios polêmicos você só conhecerá a versão de Tyson.

Toback não está interessado em pintar um retrato equilibrado, mas proporcionar um encontro com Tyson que beira a intimidade – é neste sentido que faço a aproximação do filme com “In Treatment” e “Ensaio”. 

A história que ouvimos é a que Tyson deseja ou é capaz de contar. É uma história, em si, que vale muito a pena ouvir.

Por Mauricio Stycer às 16h30

Em momento “homem das cavernas”, Bial justifica grosseria contra Lia

Ainda distante, sem conseguir interagir direito com os candidatos, o apresentador Pedro Bial cometeu uma grosseria sem tamanho na noite de quinta-feira. Na véspera, o rapper americano Akon, que cantou para os confinados, agarrou Lia por trás durante o show três vezes. Ela o rechaçou em todas as tentativas; na última, fez um gesto com as mãos mostrando que não estava gostando da brincadeira.

A cena foi exibida no programa, seguida de um comentário “homem das cavernas” de Bial: “Podem me chamar de machista, de tudo... Mas eu acho que você provocou, Lia!” Ela ainda esboçou uma reação: “Ah, mas isso a gente sempre faz” – querendo dizer que estava dançando como sempre dança.

Bial teorizou sobre o “choque cultural” que teria ocorrido. “Eu chamo isso de choque cultural. Pegue uma bunda bem brasileira e coloque na frente de um rapper americano pegador. Nem você tem culpa de ter uma bunda bonita, nem ele de ser pegador”.

E disse ainda: “O que a gente entende aqui como toque e dança e tal, na cultura americana, que é muito mais puritana... O negão ficou doido, né?” Lia ainda disse: “Eu não esperava que ele fosse fazer isso comigo. Nunca ninguém fez isso comigo”. E Bial ironizou: “Você que não está lembrando”

Em última instância, com essa sua inovadora teoria do “choque cultural”, Bial pode justificar até estupro. 

Por Mauricio Stycer às 10h47
28/01/2010

“A Fazenda” tem momento de “No Limite”

Em sua penúltima semana, o reality da Record inovou ao propor uma prova de resistência física muito difícil aos candidatos. Karina Bacchi quase desistiu, mas foi até o final, incentivada pelos colegas. Ainda no meio do teste ela começou a chorar, e foi assim até o final. Comentei o assunto no texto “Fazenda” vira “No Limite” e faz Karina chorar, publicado nesta quinta-feira no UOL.

Por Mauricio Stycer às 14h36
27/01/2010

Para Boninho, Globo poderia arriscar mais em programas de qualidade

Não deixa de ser irônico que o responsável pelo programa mais polêmico e apelativo da grade da Globo considere a emissora tímida na hora de fazer apostas em programação de qualidade. Mas é isso que Boninho acha, sublinhando que esse tipo de aposta depende de decisão da direção da emissora.

As observações do diretor do BBB sobre a qualidade da programação da Globo foram feitas inicialmente no Twitter. Em resposta a um leitor que o provocou, insistindo no baixo nível do programa, Boninho escreveu que, em busca de cultura, ele deveria ir a uma livraria.

Procurei, então, o diretor, para esclarecer melhor o sentido dessa sua observação. Do contato resultou uma breve entrevista, Globo poderia arriscar mais em programas de qualidade, diz Boninho, publicada nesta quarta-feira, no UOL Televisão.

Por Mauricio Stycer às 18h46

Os vilões e os bobões do BBB

A edição do reality da Globo deixou claro, nesta terça-feira, quem são os vilões do programa – Tessália e Dourado –, apresentou uma candidata a vilã – Anamara –, e não deixou dúvidas sobre quem são os bobões – Michel e Eliéser. Escrevi a respeito o texto Mr. Edição define o grupo dos vilões e o dos bobões.

Por Mauricio Stycer às 08h38
26/01/2010

Adoniran e Vanzolini explicam São Paulo

Ainda chuviscava, às 22h05, quando Paulo Vanzolini ajeitou-se no minúsculo palco da Casa de Francisca para prestar uma homenagem a Adoniran Barbosa (1910-1982), cujo centenário de nascimento se comemora este ano. O show coincidia, não por acaso, também, com o aniversário de São Paulo – 456 anos festejados sob chuva torrencial na segunda-feira.

Aos 85 anos, vestindo camisa social azul e chapéu cinza, Vanzolini dirige-se ao público – cerca de 50 pessoas espremidas no simpático café-teatro – diz “boa noite a todos” e, erguendo o copo de cerveja cheia, bebe um gole “à saúde de todos”.

Por duas horas, Vanzolini vai contar algumas histórias e, sobretudo, ouvir, às vezes com o olhar distante, sua mulher, a cantora Ana Bernardo, e os músicos Ítalo Perón (violão e arranjos), Pratinha (flauta e bandolim) e Adriano Busko (percussão) executarem um repertório formado basicamente por canções suas e de Adoniram – uma espécie de síntese do samba paulista.

O show começa com “Chorava no Meio da Rua”, de Vanzolini, que fala: “Você diz que eu choro escondido/ mas, meu bem, que ingenuidade a sua/ se eu tivesse que chorar/ chorava no meio da rua”

A noite de 25 de janeiro é também a do aniversário de Maria Amélia Buarque de Holanda, matriarca do clã que tem em Chico Buarque o seu mais famoso representante. “Eu quero erguer um brinde muito especial à saúde de Maria Amélia, que hoje completa 100 anos. É ela quem manda naquela família”

A homenagem a Adoniran começa com “Um Samba no Bixiga”: "Domingo nóis fumo num samba no Bixiga/ Na Rua Major, na casa do Nicola/ Á mezza notte o’clock saiu uma baita duma briga/ Era só pizza que avoava junto com as brajola/ Nóis era estranho no lugar/ E não quisemo se meter/ Não fumo lá pra brigar/ Nóis fumo lá pra comer.

Ouvimos “Seu Barbosa”, samba que Vanzolini fez em homenagem a Adoniran, no estilo de compor do amigo, e depois a famosa “Praça Clovis”: “Na praça Clóvis/ Minha carteira foi batida/ tinha vinte e cinco cruzeiros/ E o teu retrato/ vinte e cinco/ Eu, francamente, achei barato/ Pra me livrarem/ Do meu atraso de vida”. Explica Vanzolini: “Ali eu esperava o lotação.  O que mais me divertia era ver os batedores de carteira trabalhando”.

Antes de emendar com “Trem das Onze”, Vanzolini conta que o sambista Agostinho dos Santos (1932-1973), em viagem pela Europa, viu que o clássico de Adoniran estava sendo apresentado na Itália como de autoria de um certo “Giovanni Rubinato”. Ficou indignado. O compositor dá uma gargalhada e explica. “O nome verdadeiro do Adoniran era João Rubinato”.

O show prossegue com “Iracema”, a triste história que Adoniran conta sobre a musa atropelada e morta na véspera do casamento: “Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento/ Que nóis ia se casar/ Você atravessou a São João/ Veio um carro, te pega e te pincha no chão/ Você foi para Assistência, Iracema/ O chofer não teve curpa, Iracema/ Paciência, Iracema, paciência”.

Em seguida, a linda “Na Boca da Noite”, de Vanzolini: “Cheguei na boca da noite, parti de madrugada/ Eu não disse que ficava nem você perguntou nada/ Na hora que eu ia indo, dormia tão descansada,/ Respiração tão macia, morena nem parecia/ Que a fronha estava molhada”

O compositor faz uma pausa para falar de Antonio Cândido, que está com 91 anos. “Tenho orgulho de ser amigo dele”, diz Vanzolini.

Ana Bernardo canta, então “Apaga o fogo, mané”, de Adoniran: “Inez saiu dizendo que ia comprar um pavio pro lampião/ Pode me esperar Mané/ Que eu já volto já/ Acendi o fogão, botei a água pra esquentar/ E fui pro portão/ Só pra ver Inez chegar/ Anoiteceu e ela não voltou”.

Comentário de Vanzolini: “Se você escrever sete volumes sobre a pobreza você não define melhor que com esse verso ‘Inez saiu dizendo que ia comprar um pavio pro lampião’.”

Antes de “Bom Dia Tristeza”, a famosa – e polêmica – parceria de Vinicius de Moraes e Adoniran, Vanzolini fala das suas lembranças. Diz que Adoniran lhe contou que Vinicius deu a letra a Araci de Almeida e a cantora pediu ao sambista que fizesse a música. Fala Vanzolini: “Pensei: Adoniran não é músico. Não vai fazer. Queimei a língua...”

O grupo emenda outros clássicos de Adoniran – “Saudosa Maloca”, “Samba do Arnesto”, “Tiro ao Álvaro”. “Essa é do Oswaldo Moles, não do Adoniran”, sublinha Vanzolini. Refere-se ao verso mais engraçado, e que dá título à música, feita em parceria: “De tanto levar frechada do teu olhar/ Meu peito até parece, sabe o que? Táubua de tiro ao álvaro, não tem mais onde furar”

“Canta, seu Paulo”, pede o público. “Canto muito mal”, responde. Mas canta “Capoeira do Arnaldo”. Sem vacilar, enfrenta a longa letra de outra samba tristíssimo: “Quando eu vim da minha terra/ Passei na enchente nadando/ Passei frio, passei fome/ Passei dez dias chorando/ Por saber que de tua vida/ Pra sempre estava passando”.

Brinca que devia ter pedido patrocínio à fabricante de motocicletas Honda para um dos seus maiores sucessos, “Ronda”, que é cantada. Também somos presenteados com “Volta por Cima”, outro sucesso seu (“Reconhece a queda e não desanima/ Levanta, sacode a poeira/ E dá a volta por cima”) e a muito triste “Vila Esperança”, de Adoniran.

Quase no final, o grupo toca “Trem das Onze” e Vanzolini repete a famosa anedota que sempre conta sobre a música. Diz que tinha uma namorada que morava no Jaçanã e estava acostumado a levá-la na estação de trem. Quando ouviu a música pela primeira vez, ficou intrigado que Adoniran tenha escrito “moro em Jaçanã” e não “moro no Jaçanã”, como todos falavam. “E eu sei lá onde fica essa porcaria?”, reagiu Adoniran.

Já passa da meia-noite quando termina o show. Já não é mais o aniversário da caótica São Paulo. Mas, para quem testemunhou esse encontro entre Vanzolini e Adoniran, a cidade agora faz mais sentido.

Por Mauricio Stycer às 12h52
25/01/2010

A arte de decidir o que você vai ver nos cinemas

Importar filmes é um misto de ciência com loteria. Quem decide os filmes estrangeiros que você vai ver no cinema costuma utilizar alguns critérios objetivos na hora de escolher o que lançar, mas também recorre à intuição, ao “feeling”. E muitas vezes dá com os burros n´água.

Os erros mais comuns dizem respeito aos filmes em que os distribuidores investem muito e que resultam em grandes fracassos de bilheteria e prejuízos. Mais incomuns, são os bons títulos que os distribuidores não trazem para o Brasil, na certeza de que serão um fracasso, e depois se arrependem, ao ver vê-los ganhar prêmios em festivais e faturar milhões em outros mercados.

O destino dos filmes que os distribuidores temem lançar nos cinemas é o mercado de DVD. Centenas de filmes estrangeiros chegam, todo ano, diretamente às lojas que vendem ou alugam DVDs, sem passar pela tela grande.

Dois grandes filmes foram vítimas recentes do mercado distribuidor. O ótimo “Lunar”, ficção científica de Duncan Jones, que coleciona prêmios em festivais, foi lançado de forma quase subterrânea diretamente em DVD. E “Guerra ao Terror”, indicado ao Globo de Ouro e possivelmente ao Oscar, vai passar pelo constrangimento de, depois de ser lançado em DVD, vir a ganhar as salas de cinema – o que acontecerá a partir de 5 de fevereiro (a imagem à esquerda é da capa do DVD, de 2009, e a imagem à direita é o cartaz do filme).

Conversei com os responsáveis pela distribuição dos dois filmes e produzi o texto Por erro de avaliação, filme sai primeiro em DVD e depois vai para os cinemas, publicado nesta terça-feira no UOL Cinema.

Em tempo: a próxima vítima do mercado deverá ser o novo filme de Michael Moore: “Capitalismo: Uma História de Amor”. Premiado no Festival de Veneza em 2009, o filme não vai passar pelas salas de cinema brasileiras, indo direto para o mercado de DVDs.

Por Mauricio Stycer às 20h20

A grande questao de um reality e os enigmas do outro

Domingo de reality shows na tevê brasileira. Para quem se interessa, escrevi dois textos a respeito, ambos publicados no UOL Televisão. No primeiro, Ser ou não ser gay: o BBB só pensa nisso, comento a edição do reality global, que mais uma vez deu destaque à maior novidade da décima edição, a presença de três homossexuais assumidos na casa, e a reação dos demais participantes ao fato. No segundo texto, Os mistérios da Fazenda, falo de dois enigmas que ainda não foram esclarecidos pelo reality da Record.  

Por Mauricio Stycer às 12h29
24/01/2010

A praga de Buck Howard contra Jay Leno

Numa das primeiras cenas de “Mente que Mente”, o mágico e “mentalista” Buck Howard e seu empresário estão entrevistando um candidato ao cargo de assistente. “Ele apareceu 61 vezes no ‘Tonight Show’”, diz o empresário. “No ‘Tonight Show’, com Johnny Carson”, corrige Howard.

Howard tem motivos para sublinhar esse ponto. Desde que Carson se aposentou, em 1992, e foi substituído por Jay Leno, o mágico nunca mais foi convidado a participar do mais famoso talk show da tevê americana, exibido pela rede NBC desde 1954.

Howard, brilhantemente vivido por John Malkovich, está claramente decadente, fazendo shows em teatros meia-boca em pequenas cidades americanas. Mas, alheio à ladeira que desce, ele culpa Jay Leno por seu ostracismo.

Na reta final do filme, ao viver um súbito revival, Buck Howard será convidado a participar dos inúmeros talk shows, nos mais variados horários e formatos, que infestam a tevê americana... Até que, finalmente, chega o convite para participar do programa de Jay Leno.

É uma das melhores piadas do filme (atenção: spoiler). Howard é escalado para aparecer no segundo bloco. No primeiro, Jay Leno entrevista o humorista e ator Tom Arnold, mas a conversa corre tão bem que ocupa também o segundo bloco do programa, cancelando a participação de Howard. Enfurecido, ele deixa o estúdio de gravação chamando Leno de “satanás”.

Filmada em 2008, essa piada muda totalmente de sentido em 2010, quando o filme está sendo exibido no Brasil.

A carreira de Leno à frente do “Tonight Show” é marcada por algumas polêmicas. A primeira delas diz respeito a própria escolha do humorista para substituir Johnny Carson – o nome mais cotado para a posição era Dave Letterman, que deixou a emissora ao perder a disputa para Leno e ganhou um talk show na CBS para concorrer com o “Tonight Show”.

Em meados de 2009, no esforço de recuperar a audiência em queda em toda a sua grade, a NBC fez uma alteração barulhenta. Tirou Leno do comando do “Tonight Show”, exibido às 23h30, e deu para o apresentador um novo programa, chamado “The Jay Leno Show”, às 22h, horário em que as redes normalmente mostram séries de sucesso. Para o lugar de Leno no famoso talk show foi chamado Conan O´Brien, que apresentava um talk show no fim da noite, na mesma NBC.

O resultado da alteração foi um desastre completo. O novo programa de Leno patinou, perdendo feio dos concorrentes no horário, e O´Brien apanhou de Letterman, que antes perdia no Ibope para Jay Leno.

Justamente na semana em que “A Mente que Mente” estreou no Brasil, a NBC anunciou a volta de Jay Leno ao “Tonight Show”. Pela primeira vez, um apresentador retornará ao comando do programa. Para fazer isso, a emissora vai pagar uma indenização de US$ 45 milhões a O´Brien, que agora certamente será chamado por uma concorrente para apresentar um talk show.

Quanto ao fictício Howard Buck de “Mente que Mente”, alguém poderá dizer que tudo não passou de uma praga rogada pelo mágico. Uma praga eficaz apenas por alguns meses.

Por Mauricio Stycer às 13h37

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 23 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha de S. Paulo" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

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Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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